Especialistas da Alergologia do Hupes realizam ação educativa na Semana Mundial da Alergia

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Com o objetivo de conscientizar sobre o diagnóstico, tratamento e prevenção das diversas formas de alergias, entre os dias 07 e 13 de abril, será realizada a Semana Mundial de Alergia, iniciativa da World Allergy Organization (WAO) e que no Brasil é organizada pela Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI). O tema central deste ano é “Alergia alimentar: um problema global”.

Para o Complexo Hospitalar Universitário Professor Edgard Santos (UFBA/Hupes/ Ebserh), que tem um ambulatório de referência no estado da Bahia para tratamento das alergias, esta campanha tem grande importância na disseminação do conhecimento sobre doenças alérgicas à população. No dia 09, terça-feira, pela manhã, os profissionais do serviço farão uma ação educativa no Hospital com orientações sobre a doença.

Segundo a ASBAI, a Alergia Alimentar é uma resposta exagerada do organismo a determinadas proteínas presentes nos alimentos. Envolve um mecanismo imunológico e tem apresentação clínica muito variável, com sintomas que podem surgir na pele, sistema gastrointestinal, respiratório e/ou cardiovascular. As reações podem ser leves, com simples coceira nos lábios, até mais graves, incluindo comprometimento de vários órgãos e potencial risco de óbito.

DADOS DE ATENDIMENTO NO HUPES

O Ambulatório de Alergia atende pouco mais de 6000 pacientes por ano com patologias alérgicas. Destes, em torno de 700 pacientes são encaminhados por outras especialistas com suspeita de alergia alimentar, porém somente 213 apresenta o diagnóstico de alergia alimentar.

DADOS/NACIONAL – Fonte: ASBAI

No Brasil, não há estatísticas oficiais, porém, a prevalência parece se assemelhar à literatura internacional, que mostra cerca de 8% das crianças com até dois anos de idade e 2% dos adultos sofrendo algum tipo de alergia alimentar.

Mais de 170 alimentos são considerados potencialmente alergênicos, apesar de uma pequena parcela deles ser responsável por um maior número de reações: leite, ovo, soja, trigo, amendoim, castanhas, peixes e frutos do mar.

SINTOMAS

Reações cutâneas (vermelhidão na pele, coceira, urticária com ou sem inchaço de olhos, boca, orelhas etc.)

Reações gastrointestinais orais (coceira nos lábios e céu da boca, inchaço de língua ou de lábios,) e gastrointestinais baixas (dor abdominal, diarreia com ou sem presença de sangue nas fezes, vômitos, refluxo exacerbado).

Reações nas vias aéreas (congestão nasal, coceira, espirros, tosse, falta de ar, chiado no peito que se iniciam de forma abrupta) Reações cardiovasculares (aumento da frequência cardíaca, queda da pressão arterial, tontura, desmaios ou até mesmo perda de consciência)

TRATAMENTO

Até o momento, não existe um medicamento específico para prevenir a Alergia Alimentar. Uma vez diagnosticada, são utilizados medicamentos específicos para o tratamento dos sintomas (crise) sendo de extrema importância fornecer orientações ao paciente e familiares para que se evite novos contatos com o alimento desencadeante.

Fonte: Ascom do Complexo Hupes /UFBA.

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