Capes libera recursos para internacionalização pelos próximos dois anos

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A diretora de internacionalização da Capes, Connie McManus, em visita à UFBA

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) já repassou à UFBA a verba destinada ao custeio de iniciativas de internacionalização da pesquisa nos anos de 2019 e 2020, as chamadas “missões de trabalho”. O anúncio foi feito pela diretora de relações internacionais da Capes, Connie McManus, que, em visita à Universidade, falou a um grupo de gestores, coordenadores de programas de pós-graduação e pesquisadores, no dia 12 de abril.

Foram transferidos R$ 2,036 milhões, valor que deverá ser investido, necessariamente, até o final do próximo ano, na forma de bolsas para pesquisadores ligados à UFBA, que serão aprovadas pela Universidade e implementas pela Capes. O valor corresponde a 62% do total de R$ 3,2 milhões reservados ao custeio dessas bolsas para a UFBA no quadriênio 2019-2022. O investimento nas missões de trabalho corresponde a aproximadamente 10% dos cerca de R$ 32 milhões que a Capes destinará à Universidade nos próximos quatro anos para manter e ampliar as atividades de internacionalização – montante que, por sua vez, corresponde a mais que o dobro de toda a verba captada pela UFBA no quadriênio anterior (R$ 14,6 milhões).

>> Saiba mais sobre a proposta da UFBA aprovada no Capes PrInt <<

Os recursos foram repassados através do novo Programa Institucional de Internacionalização da Capes (Capes PrInt), que modificou a relação entre os pesquisadores e a agência de fomento. Agora, em vez de pleitearem financiamento diretamente à Capes, através de editais – o chamado “formato balcão” – , pesquisadores das 36 instituições brasileiras consideradas de “maior maturidade” (entre as quais a UFBA) passam a solicitar verbas para internacionalização a comitês gestores de suas próprias universidades, que passam a ter, cada uma, seu próprio orçamento para internacionalização prefixado pela Capes. “Todos os pesquisadores da UFBA filiados a programas de pós-graduação com nota 4 ou mais devem recorrer ao PrInt, não mais aos editais balcão”, esclareceu o pró-reitor de pesquisa, inovação e criação da UFBA, Olival Freire Jr.

Saiba mais sobre o Capes PrInt assistindo à TV UFBA:

A nova orientação da Capes vem demandando um esforço de gestão eficaz e inteligente do orçamento, já que, partir de agora, esses recursos passam a ser administrados de forma autônoma pela Universidade, através de um comitê gestor composto por pesquisadores de notório destaque, no qual estão representadas todas as grandes áreas do conhecimento. Caberá a esse grupo, inicialmente de 15 integrantes, a tarefa de decidir sobre a alocação de recursos a todo o conjunto de ações de internacionalização da UFBA, como, por exemplo, o custeio do intercâmbio de pesquisadores e estudantes de pós-graduação em instituições estrangeiras, a publicação de resultados de pesquisa em periódicos internacionais e o aperfeiçoamento dos pesquisadores no domínio de idiomas estrangeiros, entre outras iniciativas.

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A diretora de relações internacionais da Capes, em visita à UFBA, explicou em detalhes o programa Capes PrInt a gestores e pesquisadores

“Se a gente quer que a universidade faça o que sabe fazer melhor, é preciso dar liberdade para isso”, argumentou McManus enalteceu a maior flexibilidade de redirecionamento dos recursos de que as universidades passam a dispor sob o novo modelo da Capes. Afirmou também que “o PrInt é tratado como prioridade número 1” na agência, e que, por ora, não estão previstas restrições orçamentárias para o programa, que deverá investir, anualmente, R$300 milhões, recursos oriundos, em parte, da economia com o extinto programa Ciência Sem Fronteiras.

McManus enfatizou que a Capes passará a atuar de maneira mais severa na avaliação de desempenho das universidades que recebem verbas do PrInt. Itens como transparência da aplicação dos recursos (através de página na internet, cuja criação será obrigatória), implementação de atividades em conformidade com a proposta original, ações de “internacionalização em casa” (como a oferta de cursos de idiomas aos pesquisadores), contrapartidas internacionais (como redução de taxas de permanência cobradas pelas instituições estrangeiras e contratação de pesquisadores estrangeiros) e aumento de desempenho em indicadores de visibilidade (métricas de impacto de publicações científicas, publicações em conjunto com pesquisadores estrangeiros e mesmo o uso de redes sociais) nortearão o “olhar de Mordor” que a agência promete lançar sobre as universidades – alusão ao vilão da ficção infanto-juvenil “O Senhor dos Anéis” mobilizado, metaforicamente, pela diretora. Para cada universidade, a Capes destinará um servidor de seu quadro, que ficará responsável pelo acompanhamento minucioso do uso dos recursos do PrInt.

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