Dia do Meio Ambiente estimula ações e reflexões na UFBA

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100 mudas de espécies da Mata Atlântica, como o Ipê Rosa, florísticas, como o Jasmim do Caribe, e frutíferas, como Açaí e Jabuticabeira

Foram plantadas 100 mudas de espécies como o Ipê Rosa, Açaizeiro e Jabuticabeira

No Dia Mundial do Meio Ambiente, 5 de junho, foram plantadas no campus de Ondina, próximo ao Instituto de Geociências, mais 100 mudas de espécies da Mata Atlântica, como o Ipê Rosa, e frutíferas, como Açaizeiro e Jabuticabeira. Também foram plantados Ingazeiros, Moringas e Jasmim do Caribe. A iniciativa faz parte da programação para marcar a data na Universidade, que incluiu ações de limpeza e conservação de áreas verdes, roda de conversa sobre sustentabilidade e a política ambiental da UFBA e feira de artes.

O plantio seguiu durante a semana, superando a marca de 1.000 mudas de espécies vegetais plantadas nos campi da UFBA ao longo dos últimos quatro anos. Algumas das espécies plantadas foram doadas pela Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB), que através de convênio cedeu mudas do seu viveiro. Assim, a Universidade tem contribuído para a preservação e ampliação das áreas verdes em Salvador.

O coordenador de Meio Ambiente Antônio Lobo, da Superintendência de Meio Ambiente e Infraestrutura (Sumai), destacou a relevância dessas áreas que conseguem se manter vivas na UFBA, preservadas da especulação imobiliária. “A Universidade tem o compromisso de preservar essas áreas verdes”, disse, ressaltando a sua importância para o clima da cidade, a purificação do ar, o regime de chuvas e a qualidade de vida das pessoas. Lobo agradeceu aos colaboradores da empresa terceirizada Palmácea, responsável pelos serviços de plantio das mudas.

À tarde, uma roda de conversa na Praça das Artes abordou a política ambiental em construção na UFBA e ações de sustentabilidade. A Sumai está conduzindo o processo de construção da política ambiental, apresentando a proposta através de audiências públicas e promovendo debates junto à comunidade universitária.

Antônio Lobo falou do sucesso de iniciativas como a coleta seletiva de lixo, que contabiliza mais de 320 toneladas de recicláveis recolhidos, segregados e já destinados a cooperativas ligadas ao projeto. Além de contribuir com a reciclagem e a preservação da natureza, a medida gera emprego e renda para os trabalhadores dessas cooperativas.

Coordenador de Meio Ambiente Antônio Lobo, da Sumai, explica ações de sustentabilidade promovidas na UFBA

Antônio Lobo explica ações de sustentabilidade promovidas na Universidade

A UFBA também oferece pontos de coleta de óleo de cozinha, que causa graves prejuízos ambientais se descartado de maneira inadequada, contaminando água e solo. Esse material é destinado às cooperativas que o transforma em sabão ou comercializa junto à Petrobrás. O óleo é recolhido em pontos localizados na própria Sumai, no campus de Ondina; no campus de São Lázaro; nas proximidades da Escola de Administração e Faculdade de Educação, no Vale do Canela; entre o Instituto de Ciências da Saúde e o anexo da Faculdade de Medicina, no Vale do Canela; nas proximidades da Reitoria, no campus do Canela. O ponto no Restaurante Universitário, na Praça das Artes, está desativado no momento.

Outra frente de trabalho da Sumai é o combate dos focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. A repercussão dessas ações, que inclui limpeza das áreas verdes e recuperação de áreas degradadas, evidencia-se nos índices de infestação do mosquito nos campi – antes considerados área de risco – que caíram de 4% para 0,8% no último ano, de acordo com o Centro de Controle de Zoonoses.

Roda de conversa sobre política ambiental da UFBA na Praça das Artes, campus de Ondina

Roda de conversa sobre política ambiental e sustentabilidade no campus de Ondina

Os animais também são alvo das ações e campanhas educacionais. No caso dos animais silvestres, o trabalho envolve a conscientização da população para evitar captura e agressão a animais como aves, cobras, iguanas e sariguês, preservando esses animais nas pequenas reservas nos campi e evitando atropelamentos. Em relação aos animais domésticos, o objetivo é o controle populacional através de castração, controle de zoonoses, vacinação e combate ao abandono de animais. Esse trabalho é realizado em parceria com a Escola de Medicina Veterinária.

O coordenador abordou ainda ações experimentais para captação de águas da chuva e dos sistemas de ar condicionados nos prédios da UFBA e destacou um projeto, já em operação, para captação da água da chuva no galpão onde são lavados os carros oficiais da universidade, em Ondina. Na próxima semana será instalado um reservatório, na Faculdade de Direito, para captar a água dos aparelhos de ar-condicionado. Lobo faz uma avaliação positiva dos projetos e diz que a ideia é expandir o sistema para metade das unidades da UFBA nos próximos três a quatro anos. O que, no entanto, dependerá de dotação orçamentária em um cenário de cortes de verbas nas universidades federais.

Nos últimos anos, houve expressiva redução do consumo de água per capita na universidade, fruto de medidas como a modernização das torneiras para reduzir a vazão, de campanhas educativas realizadas ao longo dos últimos anos, e de outras ações. Lobo acredita que é possível reduzir ainda mais o consumo de água através de trabalho contínuo de conscientização e das novas tecnologias.

Contudo, o Dia do Meio Ambiente suscitou reflexões para além dos muros da Universidade, demonstrando a preocupação generalizada sobre a forma como as questões ambientais têm sido tratadas na atual conjuntura política do país. “Infelizmente temos pouco a comemorar nesse momento em relação às políticas ambientais no Brasil”, disse o coordenador.

Dia do Meio Ambiente tem ações de limpeza e conservação de áreas verdes na UFBA

Dia do Meio Ambiente tem ações de plantio, limpeza e conservação de áreas verdes na UFBA

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