Comunidade universitária reflete sobre procedimentos internos visando à excelência

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Erguer um olhar crítico sobre si mesma foi um exercício constante da comunidade UFBA na quarta edição do Congresso de Pesquisa, Ensino e Extensão da Universidade. Exemplo desse exercício de autorreflexão, que norteou mais de uma dezena de apresentações da programação do Congresso, foram os debates propostos pelas mesas “O Processo de Avaliação Externa dos Cursos da UFBA” e “A importância da Gestão Administrativa nas Universidades Federais”, nos quais os expositores e participantes refletiram sobre práticas e procedimentos internos, a fim de melhorar a qualidade dos serviços prestados e a excelência das atividades universitárias.

Para atingir a meta, firmada no Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) vigente, de que todos os cursos da UFBA alcancem conceito igual ou superior a 4 nas avaliações realizadas pelo Ministério da Educação (MEC), técnicos das pró-reitorias de Planejamento e Orçamento (Proplan) e de Ensino de Graduação (Prograd), além coordenadores de vários cursos de graduação da UFBA, refletiram sobre medidas para preparar a universidade para essas avaliações, na mesa “O Processo de Avaliação Externa dos Cursos da UFBA”.

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O pró-reitor Penildon silva Filho defendeu o processo de avaliação interna como um trabalho integrado e em sinergia.

De acordo com o pró-reitor de Ensino de Graduação, Penildon Silva Filho, que participou da mesa, “é necessário um trabalho integrado e em sinergia, pois estamos num momento em que se evidenciam mudanças no processo de avaliação das instituições de ensino superior”.

“E nesse processo, o Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes realizado pelo Inep/MEC para avalia e o rendimento dos concluintes dos cursos de graduação), tem um impacto relevante, já que representa 70% do peso para a obtenção do conceito do curso”, destacou a técnica da Prograd Vanúbia de Jesus Silva, que atua na área de avaliação de cursos de graduação. Ao comemorar o salto no percentual de cursos da UFBA com conceito 4 e 5 na última série do Enade (de 50% para mais de 90%), o pró-reitor enfatizou a importância da boa performance nesse exame para que os cursos continuem existindo.

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A pesquisadora e procuradora institucional, Sirlene Góes, orientou para a recepção das visitas dos avaliadores.

Ao discutir sobre a necessidade de adequações e critérios de preenchimento dos formulários e instrumentos para autorização e aprovação dos cursos, a pesquisadora e procuradora institucional Sirlene Góes salientou diversos procedimentos de preparação para a recepção das visitas dos avaliadores do Inep às dependências das unidades de ensino.

Atestando a fala de Góes, a coordenadora do curso de artes plásticas da Escola de Belas artes da UFBA, Maria Andrade, relatou todo o processo de avaliação interna realizado na unidade antes da visita da comissão de avaliadores do MEC para a aprovação do bacharelado em artes plásticas.

“Sem a avaliação interna, não teríamos tido a base para fazer a reescrita do projeto do curso, que, ao final de tudo, obteve a nota máxima – 5”, informou Andrade. Em concordância, a coordenadora do curso de Dança, Lara Machado, reiterou a utilidade do processo da revisão crítica dos cursos, pois, “por um olhar externo, percebemos as necessidades de aprimoramento. Esse fator foi fundamental para a obtenção do conceito 5 também pela licenciatura a distância em Dança”, disse a docente.

Gestão administrativa

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Os servidores técnico-administrativos Hugo Leonardo Pires Correia, Luiz Fernando Santos Bandeira, Samara Aranha Da Silva e Cesar Santos (da eequerda para a direita), na mesa “A importância da Gestão Administrativa nas Universidades Federais”.

A importância da área administrativa para a gestão universitária também foi objeto de reflexão dos servidores técnico-administrativos Luiz Fernando Santos Bandeira, Hugo Leonardo Pires Correia, Samara Aranha Da Silva, Cesar Santos, na mesa “A importância da Gestão Administrativa nas Universidades Federais”. O debate levou em conta a natureza da universidade, desde os seus primórdios, voltada unicamente para a academia, mas que nos dias atuais, pela inserção social das atividades ligadas à pesquisa e à extensão, “não pode negligenciar que é composta pelo binômio gestão acadêmica mais gestão administrativa”, como enfatizou Bandeira.

A discussão considerou o crescente déficit no quadro de servidores técnico-administrativos, nos últimos três anos, segundo dados da publicação “UFBA em Números – 2019, e a ausência de perspectiva para realização de concursos públicos, destacando a importância das chamadas “atividades meio”, desempenhadas pelos técnicos, para garantir os avanços já alcançados pelas “atividades fim” da Universidade. “O que fazer para resolver esse problema de gestão?”, foi o questionamento lançado por Bandeira, ao citar exemplos de unidades da UFBA que desenvolveram modelos inovadores e experimentam gestão administrativa com mais efetividade.

Com todos os departamentos englobados numa coordenação acadêmica que atua lado a lado da coordenação administrativo-financeira, as mudanças no Instituto de Biologia (Ibio) foram apresentadas pela técnica Samara Aranha, como resposta à necessidade que a unidade tinha de atender e comportar os novos setores e atividades que vinham surgindo, no início dos anos 2000. Em 2006, começaram os trabalhos para o novo regimento do Ibio, contou a servidora, revelando que participou de todas as comissões que discutiram as alterações na estrutura administrativa. Finalmente, em 2016, o novo regimento foi aprovado.

Outro exemplo foi a Escola de Dança, que, em 2003, aderiu ao processo de mudança proposta pela Pró-reitoria de Desenvolvimento de Pessoas (Prodep), lembrou o servidor César Santos. Para ele, “a maior dificuldade foi e ainda é padronizar os procedimentos”, mesmo assim, a unidade discutiu muito e implantou um núcleo administrativo que opera juntamente com os núcleos acadêmico e de extensão.

A experiência mais recente de inovação em gestão administrativa é a do Instituto de Letras (Ilufba), citada pelo servidor da unidade Hugo Leonardo Correia. O novo regimento foi aprovado em fevereiro deste ano, mas o instituto vinha discutindo as alterações desde os anos de 2008 e 2009, quando houve a expansão universitária através do Reuni e a implantação de cursos noturnos, do que surgiu a necessidade de reorganizar as rotinas e reordenar a distribuição dos servidores da unidade, contou Correia.

Após a mudança, o Ilufba concentrou suas atividades em quatro coordenações sem departamentos e experimentou mais eficiência com o “fazer administrativo e o acadêmico andando juntos”, afirmou Correia. Segundo ele, também “foram estabelecidos critérios objetivos para concessão de gabinetes, escaninhos e outros equipamentos na unidade, levando em conta que todos os recursos são patrimônio de todos”.

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