Medidas dão resultado, e UFBA reduz despesa com energia elétrica em 2019

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O consumo de energia elétrica da UFBA em 2019 foi menor em relação ao ano anterior. A redução foi mais acentuada no segundo semestre, quando a Administração Central implementou um conjunto de medidas de contenção de despesas, aprofundando as ações de enfrentamento à defasagem orçamentária acumulada que aflige as universidades federais.

A redução no consumo entre 2018 e 2019 foi de 3,61%, considerados os somatórios de toda a eletricidade utilizada em 12 meses. Mas a economia salta a 11,9% no comparativo a partir do mês de julho, quando a primeira das duas portarias de redução de despesas editadas pela Reitoria começou a vigorar. A comparação entre o primeiro e o segundo semestres de 2019 também aponta redução, ligeiramente maior, de 14,8%.

Grafico 01

 

A primeira portaria (082, de 26 de junho de 2019) estabeleceu um horário especial de funcionamento para a Universidade, entre as 7h30 e as 13h30, durante o recesso letivo de julho passado. A partir do final de setembro, começou a vigorar, com aval do Conselho Universitário, uma segunda portaria (124, de 24 de setembro de 2019), prevendo um conjunto de medidas de racionamento do uso de equipamentos – sobretudo os de ar condicionado – e redimensionamento de contratos.

Os dados fazem parte de uma análise de consumo e despesa com energia elétrica na UFBA elaborada pela Pró-reitoria de Planejamento e Orçamento (Proplan), a partir das faturas disponíveis no site da Pró-reitoria de Adminitração (Proad). “Certamente, a ausência das medidas adotadas a partir de junho de 2019 teria provocado um perfil de consumo e despesa muito superior ao de 2018, resultante da ampliação da instalação de equipamentos e climatização, do constante crescimento das atividades da Universidade, do aumento em área construída e do número de alunos e trabalhadores e, sobretudo, decorrente do aumento de tarifa”, afirma o pró-reitor Eduardo Mota.

O pró-reitor observa ainda que o resultado numericamente positivo alcançado pelas duas portarias não teria sido possível sem a forte adesão da comunidade universitária e dos dirigentes de unidades, que aceitaram o desafio de seguir desempenhando em alto nível, mesmo em condições distantes do ideal, suas atividades de ensino, pesquisa, extensão e assistência estudantil.

Despesa em queda, mesmo com aumento de tarifa

 Gráfico 3

A contenção do consumo também ajudou a aliviar a conta de energia elétrica da UFBA. A despesa do segundo semestre de 2019 foi 7,1% menor que a do mesmo período em 2018, o que equivale a R$ 688.916,49 a menos – valor que só não foi maior por conta do aumento das tarifas, da ordem de 6%, a partir de maio do ano passado. A conta também caiu na comparação entre o primeiro e o segundo semestres de 2019: 5,1% menos, já computado o aumento da tarifa.

Para 2020 – quando o orçamento da Universidade tende a ser ainda menor que o do ano passado – espera-se que a manutenção desse conjunto de medidas permita à Universidade alcançar uma redução ainda maior, haja vista sua vigência ao longo de todo o ano. Em dezembro, uma terceira portaria (176, de 12 de dezembro de 2019) reeditou o horário especial das 7h30 às 13h30 no atual recesso letivo, entre 06 de janeiro e 18 de fevereiro.

Outras ações, como a contratação de fornecimento de energia de fonte fotovoltaica (já realizada) e a transmissão da gestão plena do complexo hospitalar da UFBA à Ebserh, por força contratual, certamente ajudarão a UFBA a reduzir sua conta de energia. E algum alívio adicional poderá ainda vir de uma emenda parlamentar aprovada pela bancada baiana que, se efetivamente liberada, aportará recursos extras para custear uma parte significativa das despesas com energia elétrica das universidades federais do Estado em 2020.

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