Pesquisa quer medir impactos da pandemia na economia criativa

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Em tempos de pandemia do novo coronavírus, o Observatório da Economia Criativa da Bahia (Obec-BA) – grupo de pesquisadores de várias instituições sediado no Instituto de Humanidades, Artes e Ciências (Ihac/UFBA) – lançou a pesquisa “Impactos da Covid-19 na Economia Criativa”.

As informações coletadas subsidiarão estudos sobre os resultados da crise da Covid-19 para as pessoas e grupos que atuam nos setores artísticos, culturais e criativos no estado. O Obec-BA vai divulgar um boletim semanal com os resultados preliminares, até a sua conclusão.

O questionário procura identificar três temas fundamentais: 1) Impacto estimado da COVID-19; 2) Estratégias de enfrentamento e 3) Relações prévias com o poder público. A pesquisa já pode ser acessada através do link https://ufrb.edu.br/proext/economiacriativa-covid19/. O tempo médio de resposta é de quinze minutos e o Obec-BA espera uma ampla participação das organizações e profissionais atuantes no setor da economia criativa.

O Obec-BA agrega docentes, discentes e técnicos da UFBA, UFRB e UNEB, bem como de outras instituições públicas, como a Secretaria da Cultura do Estado da Bahia. O grupo integra uma rede de núcleos vinculados às universidades federais do Brasil instituída em 2014, com o objetivo de produzir informações e conhecimento e gerar experiências e experimentações sobre a economia criativa local e estadual.

Por que a pesquisa?

Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o setor criativo emprega hoje no país, aproximadamente 1,9 milhões de pessoas (1,6% dos ocupados) no Brasil, sendo que destes, cerca de 44% atua de maneira autônoma. Desde o começo da pandemia, a economia criativa vem sentindo o baque das determinações de isolamento, necessárias para o controle da disseminação do vírus, como o fechamento dos espaços, o cancelamento das programações, além da suspensão da produção de filmes e discos, entre outras atividades.

“A economia criativa sempre sofreu com a lacuna de dados que permitam análises mais coerentes sobre a realidade do setor. Neste momento, mais do que nunca, precisamos de informação para que as medidas propostas sejam mais efetivas para mitigar as consequências da crise”, afirma a professora Daniele Canedo, da Universidade Federal do Recôncavo Bahiano e filiada ao Pós-Cultura (Ihac/UFBA), que coordena a pesquisa.

É neste contexto que a pesquisa vai buscar respostas para os itens que a norteiam. Inicialmente, buscando levantar dados sobre profissionais e organizações, com e sem fins lucrativos, nos diversos setores da economia criativa. Posteriormente, acompanhando a evolução dos impactos e das estratégias de enfrentamento.

“A pesquisa foi desenvolvida pelo Observatório da Economia Criativa de forma ágil e com um questionário de fácil aplicabilidade. Esse tipo de mobilização é  fundamental para nosso setor, tão carente de indicativos precisos sobre seus impactos em nossa sociedade. A falta de pesquisas, informações e dados sobre o setor cultural, marcado pela informalidade, constitui-se em um problema para a formulação de ações, estratégias e políticas voltadas para o campo da cultura. E mais do que nunca vamos precisar de políticas públicas que possam ajudar o setor a se erguer depois dessa crise.” afirma a produtora e gestora cultural Ellen Mello.

 

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