Mais de 800 pesquisas: a atuação das universidades federais no combate à Covid-19

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O presidente da Andifes (Associação dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino) e reitor da UFBA, João Carlos Salles, em conjunto com membros da diretoria executiva da associação, nesta segunda-feira (11) anunciou, em coletiva de imprensa feita remotamente, os resultados de uma pesquisa sobre as ações de enfrentamento à Covid-19 realizadas pelas universidades federais brasileiras.

O levantamento traz dados como número de leitos disponibilizados, volume de de álcool em gel distribuído, quantidade de equipamentos de proteção individual (EPI) produzidos, número de testes realizados e pesquisas científicas desenvolvidas. O estudo foi respondido por 46 instituições de ensino superior do país e realizado pelo Colégio de Gestores de Comunicação (Cogecom) da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes)

O levantamento, que será atualizado constantemente pela entidade, resultou em uma amostra significativa de atividades de ensino, pesquisas e extensão voltadas para o enfrentamento emergencial da pandemia no Brasil. Das 67 instituições federais de ensino superior (Ifes) brasileiras, as que não participaram ainda poderão disponibilizar as informações e os dados serão atualizados.

Para acompanhar a atuação da UFBA no combate ao coronavírus, acesse www.coronavirus.ufba.br

Hospitais

De acordo com o levantamento, os Hospitais Universitários do país estão disponibilizando 2.228 leitos normais para tratamento da pandemia e 489 leitos de UTI, sendo que o número total inclui leitos próprios e outros viabilizados em parcerias para a construção e a operacionalização de hospitais de campanha. Há 823 pesquisas sobre coronavírus em andamento nas Ifes e 96 ações de produção de álcool e produtos sanitizantes, sendo produzidos até o momento 992.828 litros de álcool gel e 912 mil litros de álcool líquido. Houve 104 ações de produção de EPIs, sendo produzidos, até o momento, 162.964 protetores faciais, 85.514 máscaras de pano, 20.200 unidades diversas, 6 mil aventais e 2 mil capuzes.

Já as ações de testagem do coronavírus chegam a 53, com número incipiente de 2.600 testes diários e de 55.001 testes realizados. Até o momento foram feitas 697 campanhas educativas e 341 ações solidárias. Além disso, a pesquisa ainda mostrou que foram desenvolvidas 287 outras ações expressivas. As Ifes realizaram 198 parcerias com prefeituras e 79 com governos estaduais.

Respostas

O levantamento teve como objetivo destacar o volume das respostas das Ifes durante o período de pandemia. “As universidades públicas, assim como o Sistema Único de Saúde (SUS), têm conseguido dar as respostas mais eficazes nesse momento. Evidentemente que estão atuando com as condições que têm. Estamos sofrendo uma defasagem orçamentária que, se não houvesse, possibilitaria respostas mais robustas. Elas estão respondendo a tudo isso com uma seriedade imensa, que pode ser observada a partir dos números apresentados,” destacou Salles.

Ele lembrou ainda que há também ações apoiadas pela Secretaria da Educação Superior (Sesu). “Foi feita uma chamada específica pela Secretaria que colocou um montante na ordem de, aproximadamente, R$ 180 milhões para serem investidos em algumas ações. Esse chamamento foi lançado e algumas universidades que já tinham previsão de apoio a ações de combate à pandemia foram contempladas.

Pesquisas

Sobre a evolução e o estágio das pesquisas desenvolvidas pelas Ifes, a reitora da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), Lúcia Pellanda, explicou que há uma grande variedade de iniciativas pelo Brasil. “Há 823 pesquisas em andamento. Basicamente está sendo feita a identificação do genoma viral, o que permite depois se estabelecer uma vacina. Outros grupos estão trabalhando em sistemas informatizados para detecção de casos. Há iniciativas buscando maneiras de se realizar testes com custos mais baixos.”

O papel dos Hospitais Universitários no enfrentamento à Covid-19 também foi destacado no levantamento. Segundo o presidente da Andifes, o sistema das universidades federais, que é referência em diversas áreas, está impactado pelo colapso do SUS devido à pandemia. “Todo o sistema sofre com este impacto, não somente com relação ao novo coronavírus, mas na dedicação a outras doenças.”

O reitor da Universidade Federal Fluminense (UFF), Antonio Claudio Lucas da Nóbrega, lembrou que os hospitais universitários, que são inseridos dentro do SUS, têm a missão de fazer atendimentos de média e alta complexidade, tendo um papel de destaque no cuidados de outras doenças. “Mesmo em meio à pandemia, é importante que se mantenha a lógica do SUS, visto que as outras doenças continuam acontecendo. Nos Estados Unidos e em alguns países da Europa, a mortalidade relativa a outras doenças aumentou também porque o sistema ficou sobrecarregado com a pandemia. Então, às vezes, o número de leitos disponibilizados pelos hospitais universitários não dá a total dimensão da relevância de se manter o atendimento de média e alta complexidade de outras doenças.”

Calendário

Outro ponto de destaque na coletiva foi o calendário acadêmico e o planejamento das instituições para a retomada das atividades presenciais. “Voltar significa assumir responsabilidades, ter planos precisos. Não se volta de qualquer maneira. Nossos espaços presenciais talvez não estejam todos eles preparados para oferecer as condições de higienização necessárias para uma situação como esta. Terá que ser pensado um planejamento para garantir que o retorno não signifique afrouxar as medidas sanitárias devidas e favorecer uma nova onda da disseminação do novo coronavírus. Mas cada universidade é autônoma para decidir essa questão”, afirmou Silva.

Para o presidente do Cogecom, Márcio Guerra, a pesquisa realizada é muito importante pois oferece a oportunidade da Andifes divulgar para todo o país o quanto as universidades públicas têm trabalhado. “Demonstra o quanto são necessárias e importantes e quanto o povo brasileiro tem podido contar com elas nesse momento de pandemia. Em relação à UFJF, esses dados são mais expressivos ainda. Mostram como a Universidade fez e está fazendo nesse momento da crise que a sociedade brasileira está passando. Tenho muito orgulho, como presidente do Cogecom e como diretor de Imagem Institucional da UFJF, de divulgar esses números.”

Com informações do Cogecom

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