Do CPD à STI: Tecnologia da Informação na UFBA completa 45 anos

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STI interna

Um dos ambientes internos de trabalho da Superintendência de Tecnologia da Informação da UFBA, localizada no campus de Ondina.

Tecnologia de ponta para todas as áreas da Universidade Federal da Bahia, além de liderança e assessoramento de projetos de alta tecnologia, em vários segmentos da sociedade local e nacional, marcam a trajetória da Superintendência de Tecnologia da Informação da UFBA (STI-UFBA), que está completando 45 anos neste mês – contando desde a criação do primeiro centro de computação da Universidade, em 13 de junho de 1975.

Atualmente, a STI provê toda a estrutura de serviços e sistemas de tecnologia da informação para a comunidade UFBA, sob a gestão do analista de sistemas Luiz Cláudio Mendonça. “A STI tem uma atuação transversal e pode-se dizer que todas as atividades e processos, tanto acadêmicos quanto administrativos, dependem de algum serviço provido pelo órgão para funcionar. Para atender a essa demanda, a Superintendência mantém a operação de um data center, que funciona em regime 24 [horas por dia] x 7 [dias por semana] x 365 [dias por ano], suportando o ensino, a pesquisa e a extensão da UFBA, que não param nunca”, afirmou Mendonça.

A evolução faz parte da atuação da STI-UFBA, sempre alinhada aos avanços das novas tecnologias da informação e comunicação – desde a adoção de computadores avançados, nos anos de 1970, até a criação da primeira rede própria de fibra ótica numa universidade, em 1995. Desde então, o órgão está na dianteira da disseminação da cultura da internet na Bahia, provendo infraestruturas para ações pioneiras em tecnologia, como a recente realização do primeiro congresso totalmente virtual da UFBA, reunindo mais de 38 mil pessoas inscritas.

Nos anos de 1970, quando o Centro de Processamento de Dados (CPD) foi criado na UFBA, a informática ainda era uma novidade restrita a poucos, e o paradigma era de computação centralizada, baseada nos grandes computadores conhecidos como mainframes. As tecnologias evoluíram em velocidade vertiginosa, e os recursos de tecnologias da informação e comunicação, hoje, fazem parte do dia-a-dia, com smartphones, tablets e laptops ligados permanentemente a redes de alta velocidade, com mobilidade e acesso a recursos na nuvem.

POP BAhia

Redes avançadas e serviços de internet para instituições de ensino e pesquisa.

A STI protagonizou importantes iniciativas na área de tecnologia, participando do planejamento de políticas de TI das instituições federais de ensino superior e estabelecendo parcerias importantes com a academia para pesquisa, desenvolvimento e implantação de tecnologias, especialmente na área de redes. Isso possibilitou melhorias para a Rede UFBA e um grande ganho, não somente para a Universidade, mas também para a cidade de Salvador e sua região metropolitana.

A partir de 1991, a STI sediou o PoP-BA, ponto de presença da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) na Bahia, e, desde então, vem desenvolvendo e implantando infraestrutura de redes avançadas e serviços internet, não apenas para a UFBA, mas para o conjunto de instituições de ensino e pesquisa do nosso estado.

Durante todo esse percurso, “a STI acompanhou as mudanças tecnológicas, investindo muito em capacitação de recursos humanos e implantou novos serviços e sistemas para sua comunidade usuária e demais parceiros. Sua atuação está concentrada nas áreas de sistemas de informação, redes e infraestrutura, segurança da informação, governança e qualidade, atendimento, projetos especiais, gestão administrativa, financeira, aquisições e contratos”, informou Luiz Claudio.

O crescimento da infraestrutura da STI fica evidente na “rede de 40 km de fibras ópticas, 17 mil pontos de rede metálica e 515 pontos de acesso wi-fi, interligando 373 servidores centrais, com 586 terabytes de armazenamento, a 12 mil computadores. Para suportar toda essa operação, a STI possui um quadro de colaboradores de cerca de 135 pessoas, que inclui servidores permanentes, terceirizados, provedores de serviços, bolsistas e estagiários”, contabilizou seu superintendente.

Oferta de serviços de TI

Em seu catálogo de serviços, o órgão central de TI da UFBA disponibiliza uma ampla oferta de infraestrutura, aplicações, sistemas e tecnologias com destaque para acesso à internet através da rede de fibra óptica de alta velocidade e wi-fi, e-mail, sites web, videoconferência, transmissão de eventos na web, armazenamento em nuvem, ambiente para educação a distância, projeto e instalação de redes, hospedagem de servidores, repositório institucional, publicação de revistas eletrônicas, telefonia IP e suporte técnico a usuários.

UFBASIM

Três sistemas: SIGAA, SIGRH e SIPAC.

Ainda compõe o rol de serviços, uma gama de sistemas institucionais de informação. Atualmente, os grandes destaques são o Programa UFBA SIM – Sistemas Informatizados e Modernos, composto por três grandes sistemas integrados: o de Gestão de Atividades Acadêmicas (SIGAA), o de Gestão de Recursos Humanos (SIGRH) e o de Patrimônio, Administração e Contratos (SIPAC) – e o Programa UFBA PEN, que implementa a tramitação eletrônica de processos e documentos em todas as unidades acadêmicas e administrativas da UFBA, em conformidade com a legislação federal que instituiu o Processo Eletrônico Nacional.

“Diante da crescente demanda de serviços e de acessos permanentes aos meios digitais em toda a universidade, a STI não mede esforços a fim de buscar os meios viáveis, com segurança, tecnologias e suporte adequados para servir os usuários das comunidades interna e externa da UFBA”, declara Mendonça.

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REMESSA: alta tecnologia para 38 instituições parceiras, Governo do Estado, Prefeitura Municipal e Serpro.

Através da parceria entre a UFBA e a RNP, a STI assumiu a liderança para a implantação da Rede Metropolitana de Salvador (Remessa), uma rede acadêmica construída com topologia em anéis de cerca de 320km de fibra óptica, provendo redundância. Hoje, a Remessa conta com 38 instituições parceiras, universidades e centros de pesquisa e compartilha parte das fibras com o Governo do Estado, a Prefeitura Municipal e o Serpro (Serviço de Processamento de Dados do Governo Federal), oferecendo um serviço de alta qualidade para seus parceiros.

“Com a tecnologia e a inovação no seu DNA, outras ações de impacto na melhoria da internet brasileira que tiveram a participação da STI foram a implantação do primeiro ponto, na região Nordeste, do IX.br (ponto de intercambio de internet para a interconexão de redes) e a hospedagem de servidores de cache do projeto OpenCDN, ambos os projetos em parceria com o NIC.br do Comitê Gestor da Internet no Brasil”, lembrou Mendonça.

“Para garantir que a TI agregue valor e contribua como eixo estruturante estratégico a fim de alcançar os objetivos institucionais, a STI entende que é fundamental direcionar o foco das ações nas perspectivas de pessoas, tecnologia, políticas e processos”, disse ele. O principal desafio para os próximos anos,  num contexto de forte crise e escassez de recursos, é otimizar a sua governança, a fim de inovar e incorporar novas tecnologias e fornecer mais e melhores serviços de TI sempre alinhados com a missão da UFBA”, acrescentou.

Histórico

Resolução Instituição do Centro de Computação

Documento de instituição do Centro de Computação da UFBA.

O Centro de Processamento de Dados (CPD) foi instituído – inicialmente com o nome de Centro de Computação da UFBA – pelo então reitor Lafayete Pondé, em atendimento à decisão do Conselho Universitário da UFBA de 13/06/1975. O órgão nasceu a partir da integração dos recursos computacionais e humanos existentes no Serviço de Automação Administrativa e no Instituto de Matemática da UFBA.

Entre as atribuições do novo órgão, vinculado diretamente à Reitoria, estavam administrar os sistemas computacionais da Universidade; prestar suporte computacional às atividades de ensino, pesquisa e extensão; desenvolver atividades das quais necessit[ass]em a administração; e prestar serviço à comunidade.

Na época de sua fundação, o Centro de Computação reunia cerca de 45 colaboradores, liderados pelo professor Horácio Nelson Hastenreiter, seu primeiro diretor.

A elevação a superintendência ocorreu em maio de 2013, na gestão da então reitora Dora Leal Rosa, ampliando as funções do CPD para atender às demandas de tecnologia da informação da UFBA, compatíveis com momentos e necessidades também distintas.

Confira a cronologia da Tecnologia da Informação da UFBA:

1967 – Instalação de um computador IBM-1130 no Instituto de Matemática, direcionado para as atividades de ensino, pesquisa e administrativas.

1970 – Instalação de um segundo computador, um Burroughs B-500.

1972 – Inauguração do Serviço de Automação Administrativa – SAA, órgão da Reitoria destinado ao melhor atendimento das necessidades de processamento de dados da administração da UFBA.

1975 – Criação do Centro de Processamento de Dados – CPD/UFBA pela resolução nº 01/75, de 13 de junho de 1975 do então reitor Lafayete Pondé.

1978 – Aprovação do regimento interno do CPD em sessão do Consuni de 23/08 do mesmo ano.

1978 – Instalação do computador DEC1090, possibilitando os primeiros passos em direção à implantação de uma rede de terminais nas áreas administrativas usuárias, bem como melhoria expressiva na oferta de recursos para as áreas de ensino e pesquisa.

1985 – Chegada dos primeiros microcomputadores como alternativas de atendimento aos usuários para expandir a quantidade de serviços e de sistemas.

1989 a 2002 – Novas estratégias de investimento e aquisição de um novo computador de grande porte, um IBM-3090, com processador vetorial, para atender as demandas de pesquisas que dependiam de processamento de alto desempenho, além das áreas administrativas e de ensino

1991 – Implantação do Ponto de Presença da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa na Bahia,  o PoP-BA/RNP.

2003 a 2004 – Consolidação do uso da Rede UFBA e da Internet na Universidade.

2005 a 2012 – Automação dos sistemas administrativos e acadêmicos para atender toda a atividade universitária, mediante a maior oferta de vagas nos cursos de graduação e de pós-graduação na UFBA.

2007 – Implantação do primeiro ponto do IX.br da região Nordeste no data center do CPD. IX.br é o projeto do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) que promove a troca de tráfego entre a redes que compõem a Internet Brasileira.

2009 – Início da operação da Rede Metropolitana de Salvador (Remessa), como parte do projeto Redecomep (Redes Comunitárias de Educação e Pesquisa).

2012 – Inauguração da unidade Salvador da Escola Superior de Redes (ESR) da RNP nas instalações do CPD.

CPD UFBA

Em 2013, o CPD passou a ser a STI.

2013 – Criação da STI, que incorporou e ampliou as atribuições do antigo CPD, conforme novo regimento interno da Universidade, aprovado pelo Consuni, na gestão da reitora Dora Leal Rosa

2014 – Apresentação da primeira proposta do Plano Diretor de Tecnologia da Informação (PDTI) da UFBA para o biênio 2014-2016, pelo Comitê Gestor de Tecnologia da Informação (CGTI).

2016 – Apresentação de uma nova proposta do PDTI com atualização para as novas diretrizes de TI e estratégias da Universidade.

2018 – Implantação da infraestrutura de caches do projeto OpenCDN que viabiliza a distribuição de conteúdo ligada aos pontos de troca de tráfego para promoção do desenvolvimento regional da internet brasileira.

2018 – Elaboração colaborativa do Plano de Dados Abertos da UFBA

2019 – Disponibilização pública da POSIC (Política de Segurança da Informação e Comunicações da UFBA).

2020 – Provimento da estrutura para realização do primeiro congresso virtual numa universidade pública brasileira.

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