Site reúne parte da produção escrita do professor Paulo Ormindo de Azevedo

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Site reúne artigos em revistas academicas nacionais e internacionais, livros, entrevistas e artigos em jornais

Site reúne artigos em revistas acadêmicas nacionais e internacionais, livros, entrevistas e artigos em jornais

A produção escrita publicada pelo arquiteto e urbanista Paulo Ormindo de Azevedo durante 55 anos de trajetória acadêmica e profissional – dos quais 44 como professor titular da Faculdade de Arquitetura da UFBA – está disponível no site idealizado por ele, lançado no último dia 19 de junho, que reúne artigos publicados em revistas acadêmicas nacionais e internacionais, artigos em jornais, livros e entrevistas. As publicações no exterior resultam de inúmeros convites que recebeu para participar de congressos e seminários, devido à repercussão que conquistou o Inventario do Acervo Cultural da Bahia, IPAC-SIC, projeto que coordenou e redigiu, e às consultorias que realizou para a UNESCO na América Latina, Caribe e África Lusófona, nas décadas de 1970 a 1990. O material pode ser acessado através do endereço: www.pauloormindo.com.br

“A ideia foi reunir um número relativamente grande de artigos dispersos em livros organizados por outros e em revistas de difícil consulta por pesquisadores. A isso se juntou a ideia de dar uma vida mais longa a artigos de jornais, que são descartados no mesmo dia”, conta ele. “Trabalhei mais de um ano ‘escaneando’ os artigos acadêmicos. Os artigos de jornal eu sempre colecionei, mas tinha muitas falhas e tive que ir ao IGHB fotocopiar aqueles que me faltavam. Os artigos dos últimos dez anos, quando intensifico a minha atividade de cronista, tinha os originais em Word, mas os mais antigos tiveram que ser digitalizados”. No caso dos livros, de mais fácil consulta, foram transcritos apenas os prólogos, conforme explica Ormindo, que reproduz na íntegra o livro “Cusco, Continuidad y Cambio”, já em segunda edição no Peru, por ser difícil consultá-lo no Brasil.

Arquiteto e Urbanista Paulo Ormindo de Azevedo celebra 55 anos de trajetória acadêmica e profissional - dos quais 44 como professor titular da Faculdade de Arquitetura da UFBA,

Arquiteto e Urbanista Paulo Ormindo de Azevedo celebra 55 anos de trajetória acadêmica e profissional – dos quais 44 como professor titular da Faculdade de Arquitetura da UFBA,

Sobre a experiência de escrever em jornal, considera que tem sido muito gratificante. “O jornal é para mim a extensão universitária, o leva para um público maior que a sala de aula e mais carente de informações dos estudos e reflexões desenvolvidas na universidade”, afirma Ormindo, que também compartilha os artigos nas suas redes sociais, onde costuma acompanhar as reações dos leitores. “Esta coleção de artigos reproduz uma visão pessoal e crítica da política soteropolitana e baiana”, afirma. “Creio que Gilberto Freire foi o primeiro cientista social a valorizar os jornais como fonte de pesquisa, inclusive os anúncios populares. Eles retratam relações sociais, preços de imóveis em bairros da cidade, custo de vida, necrológio e outras informações”.

O professor antevê que material disponibilizado no site abre um grande leque de campos de pesquisa para as futuras gerações e pode servir a dissertações e mestrados sobre a cidade, sobre os problemas urbanos de Salvador nos últimos 50 anos, os dilemas da Região Metropolitana e Baia de Todos os Santos, e diversos temas na área de arquitetura e urbanismo aos quais se dedicou durante a sua carreira, especialmente sobre o Centro Antigo e suas políticas de preservação, visão do autor sobre conservação e inovação, formação de opinião pública sobre patrimônio urbano e ambiental, cultura urbana, luta cidadã e política nacional.”Levantei esses temas para estimular nossos pós-graduandos a pesquisarem temas atuais, que dizem respeito à nossa qualidade de vida e não ficarem repetindo temas. Pode ser muito cômodo fazer uma dissertação sobre tema que já foi trabalhado por outros, mas do ponto de vista da ciência acrescenta muito pouco”, avalia.

“Pretendo reunir alguns desses textos em livros, que é a forma de perenizar as ideias, já que a cultura digital é muito volátil. No particular dos projetos arquitetônicos há muitos gráficos e fotos e a forma impressa me parece a mais adequada”, anuncia Paulo Ormindo, que planeja incluir a sua produção arquitetônica em um livro a ser editado, ainda sem prazo para publicação, onde promete abordar os dilemas que estão por detrás do desenho para estudantes e iniciantes da profissão.

Paulo Ormindo entende esse trabalho de apresentação do seu arquivo como uma forma de prestação de contas do que produziu, buscando devolver à Bahia e ao seu povo o muito que recebeu dele. “É preciso viajar, morar fora para descobrir, pela falta ou pelas similitudes, a Bahia. Tive o privilegio de estudar nos EUA, na Itália e em Portugal e conhecer praticamente toda a América Latina e África lusofone fazendo missões para a UNESCO. O que me ficou foi a alegria do viver de nosso povo e sua capacidade de dar a volta por cima, que os pernósticos chamam de resiliência, seus pregões, suas cantigas, seus requebros e sua ginga”.

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