Pesquisadores 1A da UFBA são tema de série de reportagens do Jornal Correio

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#CEREBROS1 (1)Debater a importância da ciência em um momento em que ela é tão necessária. Fazer com que a sociedade conheça a pesquisa de excelência desenvolvida na Universidade Federal da Bahia (UFBA). Ajudar a mostrar que a produção científica tem alcance maior do que os muros da universidade e tem ajudado até a combater a pandemia da covid-19.
Esses são alguns dos objetivos do especial Cérebros da UFBA, publicado pelo Jornal Correio neste sábado (27), sobre os pesquisadores com produtividade 1A do CNPq ligados à universidade. A série de reportagens, assinada pela repórter Thais Borges, ficará disponível tanto no www.correio24horas.com.br/cerebrosdaufba  quanto no jornal impresso.
O projeto foi viabilizado por uma bolsa de reportagem vencida no edital de Jornalismo de Educação da Associação de Jornalistas de Educação (Jeduca), que tem apoio do Itaú Social. Em outubro do ano passado, o especial foi escolhido, ao lado de outras sete pautas de diferentes veículos de comunicação brasileiros, para receber uma bolsa de reportagem (https://jeduca.org.br/texto/jornalistas-de-5-estados-ganham-bolsa-de-reportagem-de-educacao).
Em um cenário de incertezas e cortes nas principais agências de fomento à ciência, a exemplo do próprio CNPq, a classificação de produtividade 1A foi escolhida, no especial, como um recorte para mostrar a trajetória de algumas das pessoas que chegaram ao nível máximo da pesquisa no Brasil.
thais borges

Thais Borges, jornalista graduada na Facom, cursa o Mestrado em Literatura no ILUFBA

“Ter feito essa escolha não significa que a Ufba não tenha milhares de outras pesquisadoras e outros pesquisadores que desenvolvem trabalhos de excelência. Inclusive, tenho feito reportagens sobre algumas dessas pesquisas há algum tempo. Mesmo assim, acreditamos que é importante valorizar e destacar essas pessoas que estão na classificação 1A. Acredito nisso como jornalista e também como alguém que estudou na Ufba”, afirma Thais.
Em todo o Brasil, em junho de 2020, eram 1.214 auxílios em 182 instituições. De acordo com a repórter, desde o segundo semestre de 2019, quando o projeto foi inicialmente proposto, a ideia era produzir um material amplo, com fôlego e que trouxesse visibilidade ao tema. Ao longo de 21 reportagens, são apresentadas as histórias de superação pessoal de cada um e um pouco da pesquisa desenvolvida ao longo de suas carreiras.
Em perfis individuais de 20 pesquisadores 1A ligados à UFBA, será possível entender como cada um se descobriu e se tornou cientista, além dos sacrifícios feitos pela produção de conhecimento.
Inicialmente, a publicação aconteceria no início de março, devido ao início do semestre letivo. No entanto, a pandemia da covid-19 mudou os planos e trouxe novas urgências.
“Nós percebemos que o debate sobre a ciência nunca esteve tão forte. Como alguns dos pesquisadores e pesquisadoras destacaram, as respostas virão dela – seja para a pandemia ou para os outros problemas da sociedade. Por isso, achamos importante mostrar algumas pessoas que têm feito ciência na Bahia”, destaca Linda Bezerra, editora-chefe do Correio.
Para muitos desses pesquisadores – todos professores da UFBA, da ativa ou não –, ser pesquisador 1A é um reconhecimento em sua área. Por isso, as reportagens mostram o que significa, na prática, receber essa classificação e o que envolve, em termos de produtividade. “Buscamos, ainda, abordar aspectos como as dificuldades de fazer parte de um grupo cada vez mais seleto e as próprias restrições desse grupo. Tentamos também refletir sobre a posição da Ufba diante do Brasil e do Nordeste, além da própria formação desse contingente de pesquisadores em aspectos como gênero e raça”, completa Thais.
 
Da Redação do Correio

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