Levantamento da Apub traça perfil de professores das universidades e institutos federais na Bahia

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professor universitário - perfil 1

Pesquisa quer saber quem são, de onde vêm e como os docentes percebem as rotinas e condições de trabalho no dia a dia.

A necessidade de compreender as implicações da ampliação e interiorização das instituições federais de ensino, no Estado da Bahia, motivou a realização de uma pesquisa para conhecer o perfil socioeconômico do corpo docente dessas instituições.

Com esse intuito, desde o dia 15 de junho, o Sindicato dos Professores das Instituições Federais de Ensino Superior da Bahia (Apub) realiza um levantamento de dados sobre as características, formação, trabalho, expectativas em relação à atuação sindical e outras formas de engajamento social desses professores. A primeira etapa, até 20 de julho, envolve apenas as universidades federais baianas ou que têm campi no estado. Uma segunda etapa, ainda sem data definida, alcançará os professores dos institutos federais baianas.

“Embora haja informações ‘intuitivas’ sobre o perfil da categoria, nunca tivemos uma base de dados consolidada com mais complexidade sobre quem são esses docentes”, disse a professora da Faculdade de Educação da UFBA e presidente da Apub, Raquel Nery.  Ela afirma que a coleta de informações é realizada em seis instituições: quatro universidades baianas (Universidade Federal da Bahia – UFBA, Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB, Universidade Federal do Oeste da Bahia – UFOB e Universidade Federal do Sul da Bahia – UFSB) e os campi da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) e Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) situados no território baiano, pois ambas são interestaduais.

Nery informa que a pesquisa busca saber “quem somos, de onde viemos e como percebemos as rotinas e as condições de trabalho no dia-a-dia. Também está apta para receber informações dos profissionais que estão no exercício da profissão, incluindo concursados, substitutos e visitantes, além dos professores aposentados, independentes da condição de afiliados ou não ao sindicato”.

Ela conta que a investigação foi planejada para um momento anterior à pandemia, mas como só foi possível efetivar por agora, também foi feito um esforço para incluir perguntas relacionadas a esse momento complexo de pandemia. Para Nery, “é importante pois é um período difícil para o trabalho docente e toda a sociedade brasileira e o questionário pode funcionar como um instrumento de escuta e conhecimento dessa complexidade”.

O questionário online foi elaborado na plataforma Survey Monkey e pode ser acessado via link distribuído por e-mail aos professores. O instrumento é composto por 45 quesitos, divididos em três eixos temáticos: 1) perfil socioeconômico; 2) condições de trabalho e carreira; 3) cultura política e engajamento social.

Raquel Nery

Raquel Nery: “nunca tivemos uma base de dados consolidada com mais complexidade sobre quem são esses docentes”.

A professora informa que toda a direção da Apub está envolvida na verificação, assim como os membros do conselho de representantes. A equipe que trabalha com a pesquisa é composta por quatro pessoas – entre docentes e funcionários da instituição – diretamente envolvidas nas tarefas relacionadas à concepção da pesquisa, elaboração do questionário, contatos institucionais, estratégia de comunicação, entre outros.

A expectativa dos organizadores é alcançar uma quantidade de respondentes superior a 50%, em cada universidade. Até o momento, a avaliação é de que a investigação está sendo bem-sucedida, poucos dias após o envio do link para os e-mails já foram obtidas mais de 400 respostas.

Depois da coleta dos dados, “buscaremos alinhar uma estratégia metodológica que se utilize, se for necessário, de uma ponderação amostral para que consigamos produzir dados relevantes e abertos à comunidade acadêmica baiana. A análise dos dados será estatística com cotas amostrais, que assegurem a validade e confiabilidade das informações coletadas, para todas as IFES envolvidas”, esclareceu Nery.

Fases

A pesquisa está dividida em duas fases.  A primeira foi iniciada em 15/06 e abrange os docentes do ensino superior das universidades federais baianas (UFBA, UFRB, UFOB e UFSB) e os campi da Unilab e Univasf, localizados no território baiano. Essa fase da ficará aberta até o dia 20 de julho.

A segunda fase será constituída pelo público específico dos professores dos Institutos Federais (IFBA e IF Baiano), presentes em várias cidades, bem como os da carreira do Ensino Básico Técnico e Tecnológico (EBTT) da UFBA. Nesse momento, haverá uma revisão no questionário, para que o instrumento se adapte ao perfil daqueles professores.

De acordo com o cronograma da pesquisa, a apresentação do relatório final com a divulgação dos resultados acontecerá em forma de release para a imprensa e numa publicação que ainda está em fase de planejamento. Provavelmente, a pesquisa estará consolidada e publicada para a comunidade nos últimos meses deste ano de 2020 e durante o primeiro semestre de 2021”, anunciou Raquel Nery.

 

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