Hupes realizou mais de 1.100 consultas através de teleatendimento desde o início da pandemia do Coronavírus

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Desde o início da pandemia do coronavírus, em março deste ano, o Complexo Hospitalar Universitário Professor Edgard Santos da Universidade Federal da Bahia, administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) (Hupes-UFBA/Ebserh) implantou o serviço de teleconsultas a pacientes já em tratamento no hospital. Em pouco mais de quatro meses, foram realizados 1.131 atendimentos.

O Núcleo Universitário de Telessaúde do Hupes (NUTS) foi responsável pela implantação do serviço nos seguintes ambulatórios: Anticoagulação, Fisioterapia, Genética, Hepatologia Pediátrica, Nutrologia Pediátrica, Odontologia, Oncohematologia, Psicologia Organizacional e Reumatologia. Estão em preparativos para iniciar em breve: Psiquiatria Infantil, Psiquiatria Adulto, Gastroenterologia Pediátrica.

“O teleatendimento tem sido uma opção neste momento de pandemia do coronavírus, que restringe a circulação de pessoas.  A Resolução COFFITO N° 516/2020 autoriza atendimento não presencial nas modalidades de teleconsulta, teleconsultoria e telemonitoramento, em caráter excepcional. Assim que a restrição da circulação for suspensa, o Hupes voltará a realizar atendimentos presenciais.

“Já iniciamos uma experiência 100% desse atendimento com o Ambulatório de Anticoagulação e reunimos os chefes de ambulatórios para apresentar essa solução. Já existe um respaldo legal que autoriza a telemedicina neste período de pandemia e estamos passando todas as orientações como forma de unificar este tipo de atendimento no hospital”, disse professora Suzy Cavalcante, chefe do NUTS.

Do total de 1.131 atendimentos realizados através da teleconsulta, 514 foram no Ambulatório de Fisioterapia. De acordo com Monique Nery, fisioterapeuta responsável pelo Ambulatório de Fisioterapia do AMN, a ideia do teleatendimento é dar continuidade aos tratamentos que já haviam começado antes da pandemia. “Os pacientes se sentiram muito acolhidos e apoiados com nosso contato. O objetivo é prestar assistência ao pacientes de modo que eles não se desloquem até o hospital para a continuidade do tratamento, em especial os pacientes do grupo de risco”, disse.

Desde o início dos atendimentos virtuais, o Ambulatório de Coagulação foi o primeiro a atender pacientes à distância. O ambulatório Anticoagulação atende pacientes crônicos, que precisam usar anticoagulante oral e que tem alto risco (portadores de cardiopatias, valvulopatias, portadores de próteses de válvulas cardíacas, arritmias cardíacas, passado de acidente vascular encefálico (quem teve derrame e tem arritmia ou trombo no coração), hipertensão arterial sistêmica, diabetes, insuficiência cardíaca – ou seja, público de alto risco para complicações e morte em caso de ser contaminado pela Covid-19.

“Esta necessidade frequente de reconsulta gera alto custo para o paciente e prefeituras responsáveis pela condução desde doentes ao Hupes (Transporte, alimentação, hospedagem (alguns pacientes necessitam viajar durante toda a noite para ser atendido no hospital o que se repete a cada 30-45 dias), desgaste físico, emocional, risco de acidentes ao transitar em estradas de forma tão frequente). Ou seja, cenário ideal para atendimento pela Telessaúde”, Dra Fátima Geraldes, cardiologista do Hupes.

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