Projeto liderado por estudante da UFBA oferece reforço online para alunos de escolas públicas

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O projeto REC - Reforço Educacional em Casa oferece cursos de idiomas, disciplinas isoladas e correção de redação

O projeto REC – Reforço Educacional em Casa oferece cursos de idiomas, disciplinas isoladas e correção de redação

Reforço educacional para estudantes da rede pública de ensino, com aulas on-line em diversas disciplinas, produção de material didático e acesso a professores e monitores qualificados para ajudar na resolução de exercícios e com assuntos específicos. Essa ação foi idealizada pelo projeto Reforço Educacional em Casa (REC), criado há cerca de um mês pelas universitárias Adriele Almeida, da Faculdade de Direito da UFBA, e Thaís Neves, da Faculdade Baiana de Direito. A ideia – que já atraiu mais de 150 voluntários, muitos deles estudantes da UFBA – surgiu em uma chamada de vídeo realizada pelas estudantes, no contexto de suspensão temporária das aulas presenciais devido à pandemia.

“O REC é sobre compartilhar conhecimento”, diz Adriele, que explica o funcionamento do projeto que oferece cursos de idiomas, matérias da grade curricular e correção de redações. As aulas são realizadas através das plataformas Google Meet e Classroom, com a possibilidade de acesso a aulas gravadas e atendimento virtual via WhatsApp para estudantes que tiverem dificuldades de acessá-las. Também podem participar egressos da rede pública que pretendem cursar o ensino superior.

Os cursos são 100% gratuitos e as turmas com inscrições abertas podem ser acessadas através da página do projeto no Instagram: @rec.edc. O estudante pode escolher o turno de estudo e o número de disciplinas que deseja cursar, cada uma com carga horária semanal de duas horas. Os cursos de idiomas são trimestrais, enquanto as matérias isoladas são ensinadas em cursos semestrais. Os materiais didáticos, planos de aula e de curso são elaborados pela equipe do projeto.

Desde a última semana de julho, já estão em funcionamento as primeiras turmas de Inglês e Redação. A partir do dia 3 de agosto, começam as turmas de matérias isoladas. Matemática, Química, Física, Biologia, História e Geografia são algumas das disciplinas oferecidas. Um total de 40 turmas, com 30 alunos cada, foram formadas em um primeiro ciclo de inscrições.

De acordo com Beatriz Tramm, estudante do Bacharelado Interdisciplinar em Saúde que atua na organização e planejamento do projeto, foi preciso restringir as vagas para estudantes do Estado da Bahia devido à alta procura pelo reforço educacional. Já são mais de 200 inscritos nos diversos cursos até o momento. Ainda estão disponíveis as inscrições para os cursos de Inglês e Espanhol, aberto para crianças a partir dos 10 anos, e correção de Redação, voltado para estudantes do Ensino Médio. Nessas disciplinas específicas, as turmas têm um número reduzido de estudantes – cerca de 5, permitindo um acompanhamento mais individualizado.

Novas turmas deverão ser abertas nas outras disciplinas em ciclos futuros, com a possibilidade de abrir as inscrições também para interessados de outras regiões do país, planeja Tramm. “Acredito que o melhor que podemos fazer com nossas experiências e conhecimento é ajudar pessoas ao nosso redor”, diz.

]O projeto conta ainda com a participação de 150 voluntários – foram mais de 400 inscritos, entre professores e estudantes de cursos de licenciaturas, psicólogos, psicopedagogos, advogados, equipe responsável pela organização pedagógica e administrativa. Professores e tutores devem ter capacidade de 5 a 10 alunos e duas horas de aula semanalmente. Beatriz conta que grande parte dos voluntários estudou em escolas públicas e acredita que o projeto é uma forma de contribuir neste momento.
“A gente está aqui para ajudar”, afirma Adriele Almeida, que revela o desejo de levar tudo o que está sendo desenvolvido para cada vez mais pessoas, especialmente no contexto atual em que os estudantes das escolas públicas continuam sem aulas. Ela vê no projeto uma maneira de encurtar a distância entre as condições de estudantes do ensino público e do ensino privado.

O REC deverá se transformar em uma Organização Não Governamental sem fins lucrativos e formalizar e produzir o seu próprio conteúdo em uma plataforma on-line. “Somos uma equipe de voluntários e voluntárias que acreditam que educação de qualidade, acessível e gratuita é o caminho para mudar o mundo”, define a apresentação do projeto. “Espero transformar a vida de crianças e adolescentes através do conhecimento, porque foi através dele que fui transformada”, ressalta Adriele, uma de suas fundadoras.

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