Mesmo em cenário adverso, UFBA melhora e atinge sua maior pontuação no Índice Geral de Cursos

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UFBA ondina

A Universidade Federal da Bahia alcançou 3,84 pontos no Índice Geral de Cursos (IGC), seu melhor resultado no indicador do Ministério da Educação (MEC) que avalia a qualidade dos cursos de graduação e de pós-graduação das instituições de educação superior brasileiras.

O resultado divulgado no dia 23 de abril, que considera dados referentes ao ano de 2019, consolida uma trajetória de melhoria contínua da UFBA no IGC ao longo das últimas nove avaliações (desde 2011), com um aumento acumulado de 15%. Se consideradas as últimas 11 avaliações (desde 2009), o salto foi ainda maior: 20%, de 3,19 (menor pontuação da série histórica iniciada em 2007) para os atuais 3,84. O resultado revela o esforço feito pela Universidade para manter a qualidade, mesmo em um quadro de defasagem orçamentária acumulada, agravado por sucessivos cortes nominais a partir de 2017.

O crescimento do IGC indica que “nossa universidade, nos últimos anos, passou por um processo de democratização do acesso, através das cotas e da criação dos cursos noturnos, acompanhado pela melhoria constante de nossa qualidade, de acordo com os critérios estabelecidos pelo MEC e pelo Inep”, avalia o pró-reitor de Ensino de Graduação, Penildon Silva Filho.

Para o superintendente de Avaliação e Desenvolvimento Institucional, Antônio Virgílio Bastos, os cursos da UFBA vão se aproximando, a cada ano, “da posição que eles efetivamente merecem”. “Apesar de todas as dificuldades, restrições e ameaças que se traduzem nessa queda de financiamento da universidade pública, temos que comemorar esses resultados progressivamente melhores que temos obtido”, afirma.

O resultado consolida a UFBA no conceito 4 (atribuído a notas entre 3,5 e 4,5) desse que é um dos principais indicadores oficiais de qualidade da educação superior brasileira. A melhoria se evidencia nos números: em 2011, a UFBA tinha um IGC de 3,25 e, desde então, a nota só aumentou; em 2014, saltou para 3,50; em 2017, alcançou 3,75; e em 2019, 3,84, crescendo mais 2,3% em relação a 2018.

Atualizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), ligado ao MEC, o IGC é calculado anualmente. Leva em consideração a média obtida pelos cursos de graduação avaliados no último triênio, ponderada pela quantidade de estudantes; a média dos conceitos de avaliação dos programas de pós-graduação atribuídos pela Capes na última avaliação quadrienal, também em relação à quantidade de estudantes; e a distribuição dos estudantes entre os diferentes níveis de ensino, graduação ou pós-graduação.

Entre os fatores que ajudam a explicar a melhoria da UFBA, o superintendente Antônio Virgílio Bastos salienta o importante papel da sensibilização realizada junto à comunidade em relação à importância de acolher a política de avaliação implementada em 2004 pelo Inep, com a criação do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes), que passou a atribuir conceitos às instituições, aos cursos e aos estudantes. “A avaliação é um processo contínuo, e a cada ano percebemos melhorias. Os alunos estão se dedicando mais, dando maior atenção a avaliações como o Enade. É um resultado muito positivo.”

Coordenador de avaliação da Superintendência de Avaliação e Desenvolvimento Institucional (Supad), Jorge Sales observa que mesmo incrementos aparentemente pequenos nas notas, da ordem de décimos, são difíceis de alcançar em universidades grandes, do porte da UFBA, já que a nota leva em consideração avaliações obtidas por um grande número de cursos e nos diferentes níveis.

Jorge Sales observa ainda a opção da UFBA por não destacar nenhum curso em especial para realizar investimento diferenciado, com a finalidade de aumentar uma ou outra nota em detrimento das demais. Ao contrário, ele explica, a Universidade tem adotado uma política de crescimento igualitário entre cursos e unidades, procurando atender às necessidades de cada um, de modo que “hoje, são pouquíssimos os cursos da UFBA com a nota 3 [em escala de 1 a 5]”.

O coordenador de avaliação ressalta o esforço conjunto da administração central e das unidades, nas mais diversas áreas, para a obtenção do resultado. “Não há mágica, nem uma única ação que se possa fazer em um ano para ter resultado imediato no ano seguinte. Nosso crescimento é contínuo e consolidado, e se reflete não somente nas notas no IGC, como em outras avaliações e rankings, apesar do momento extremamente difícil que as universidades vêm enfrentando”.

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