Instituto de Computação fortalece atuação da UFBA na pesquisa, ensino e extensão na área

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A criação de uma nova unidade acadêmica dedicada à área da Computação irá dotar a UFBA de um centro de informação e excelência capaz de atender e responder aos impactos das tecnologias digitais na sociedade contemporânea. Atualmente, o conhecimento científico desse universo da tecnologia é de tal maneira substancial, que a apropriação da computação pelas universidades, empresas e governos é estratégica para o desenvolvimento do país e o exercício da sua autonomia político-econômica.

Assim, seguindo tendência mundial, o ensino, a pesquisa e a extensão em computação na UFBA passam a ser realizadas sob a égide de um instituto ou centro acadêmico independente, o Instituto de Computação, a exemplo do que já ocorre em outras universidades brasileiras.

A proposta para a criação da nova unidade foi submetida para apreciação do Conselho Universitário (Consuni) pelo reitor João Carlos Salles após ter sido analisada e discutida por uma comissão constituída com este propósito, sob a presidência da professora Ilka Dias Bichara, do Instituto de Psicologia, e composta pelas professoras Isabela Cardoso de Matos Pinto, do Instituto de Saúde Coletiva, e Naia Alban Suarez, da Faculdade de Arquitetura. Criado oficialmente no dia 18 de junho, o Instituto de Computação (IC) será um desmembramento do atual Instituto de Matemática e Estatística (IME) liderada pelo Departamento de Ciência da Computação.

Apesar de reconhecer as dificuldades existentes, como o corte de verbas e diminuição da autonomia universitária, o documento final que foi apresentado para o voto do Conselho Universitário apontou, no caso do IC, a relevância acadêmica e social do empreendimento, ao tempo em que manifestou a sua crença em que todos os esforços serão implementados para a superação dos atuais obstáculos. Nas considerações finais, o mesmo parecer deixa expresso que expandir a UFBA nesse momento, a despeito de toda a dificuldade orçamentária enfrentada pela Universidade, é uma forma de afirmação de independência e de fortalecimento do ensino público, gratuito e de qualidade no país no Bahia e no país.

Já no oficio de apresentação das propostas aos Conselheiros, o Reitor João Salles ressaltava este aspecto, ao afirmar que “do ponto de vista das condições institucionais, que nos exigem sobremaneira a atenção, a Reitoria dirige-se ao Conselho Universitário pontuando que, mesmo em meio a um quadro adverso, inclusive no aspecto orçamentário, não podemos renunciar ao projeto legítimo e academicamente ousado de criação de novas unidades”, declarou Salles.

A comissão de avaliação concluiu que, em relação à dimensão epistemológica, que com a criação de um instituto independente, a UFBA seguiria tendência de outras universidades, que investem muito em pesquisa de ponta nessa área, que tem forte potencial de gerar produtos importantes e possui grande capacidade de captação de recursos e estabelecimento de convênios com outras instituições, seja no setor produtivo, seja no acadêmico, inclusive internacionalmente.

Do ponto de vista da dimensão política, destacou-se que uma universidade que prioriza pesquisas e formação de pessoal nessa área certamente fortalece sua inserção internacional. A análise da dimensão acadêmica projetou, com a criação da nova unidade, a abertura de novas portas para convênios de cooperação técnica e pesquisa que incrementarão a produção acadêmica, principalmente a internacionalizada, como também permitindo novas oportunidades de formação e intercâmbios para professores e alunos da graduação e pós-graduação.

Finalmente, o parecer referente ao item reconhecimento externo, evidenciou a importância da criação de uma unidade que terá como missão o avanço do saber e o desenvolvimento científico, tecnológico e social do país, formando profissionais e prestando serviços de relevância acadêmica, científica e social, em sintonia com os desafios da Sociedade da Informação e será uma grande iniciativa da UFBA, com amplo apoio da comunidade científica e da população em geral.

Embrião do novo IC, o Departamento de Ciência da Computação do Instituto de Matemática e Estatística é composto hoje por 43 docentes e, desde 1969, oferece um dos primeiros cursos de graduação em Ciência da Computação do Brasil, formando mais de 1.100 profissionais, em conjunto com mais dois outros cursos, o de Sistemas de Informação e Licenciatura em Computação, todos eles qualificados com notas 4 e 5. Somente no planejamento de 2021.1, foram quase 5.000 vagas ofertadas em mais de 100 turmas de graduação. O DCC é também responsável por dois programas completos de pós-graduação, nas áreas de Ciência da Computação e Mecatrônica, tendo formado cerca de 380 mestres e doutores. Tal grupo foi pioneiro em lançar o primeiro doutorado da Bahia na área, servindo de matriz para a criação de outras pós-graduações nas IES baianas. Possui um número bastante significativo de pesquisas realizadas e publicadas em mais de 332 veículos qualificados no triênio 2017-2019, além de diversas representações em sociedades científicas, governo e organizações sociais.

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