Aprovação do financiamento viabiliza seis institutos de ciência e tecnologia da UFBA

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Seis dos oitos institutos nacionais de ciência e tecnologia da UFBA que foram aprovados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) receberão financiamento imediato para a implementação de suas atividades de pesquisa na Bahia.

A liberação dos recursos consta na Chamada INCT – MCTI/CNPq/CAPES/FAPs nº 16/2014 que relaciona 101 aprovados em todo o país e dentre eles, os da Bahia: INCT em Estudos Interdisciplinares e Transdisciplinares em Ecologia e Evolução (IN-TREE), coordenado pelo professor do Instituto de Biologia da UFBA, Charbel Niño El-Hani; o INCT de  Doenças Tropicais (INCT-DT), coordenado pelo professor da Faculade de Medicina da Bahia, Edgar Marcelino de Carvalho; INCT de Energia e Ambiente, coordenado pelo professor do Instituto de Química da UFBA, Jailson Bittencourt de Andrade; o INCT em Ambientes Marinhos Tropicais, coordenado pelo professor do Instituto de Geociências, José Maria Landim Dominguez; o INCT de Geofísica do Petróleo, coordenado pelo professor do Instituto de Geofísica, Milton José Porsani e o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Democracia Digital, coordenado pelos professores da Faculdade de Comunicação da UFBA, Wilson da Silva Gomes e Othon Jambeiro.

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Em maio passado, o Calendário das ciências da UFBA, tão logo saiu a lista do CNPq com os novos INCTs, fez três diferentes reportagens sobre a performance da UFBA nesse disputadíssimo edital. Publicamos abaixo a mais geral delas:

 

Oito propostas da UFBA estão entre os novos INCTS aprovados pelo CNPq

por Mariluce Moura

A UFBA foi a sétima universidade a emplacar mais projetos — e boa parte deles em excelente classificação — na nova lista dos 252 Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs) que foi divulgada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) na quarta feira, 11 de maio.

Foram oito projetos aprovados numa seleção extremamente exigente. Os pesquisadores que os coordenam, ligados a várias áreas do conhecimento, são Charbel Nino El-Hani, Milton José Porsani, Edgar Marcelino de Carvalho, Jailson Bittencourt de Andrade, Wilson da Silva Gomes, José Maria Landim Dominguez, Carlos Roberto Brites Alves e Naomar Monteiro de Almeida Filho.

À frente da septuagenária universidade baiana colocaram-se só as três universidades estaduais paulistas (USP, Unicamp e Unesp) e três universidades federais, as de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro (UFMG UFRGS e UFRJ).

Essa posição dá certamente uma boa medida da capacidade da UFBA em desenvolver atividades de pesquisa de alto impacto científico em áreas estratégicas e/ou na fronteira do conhecimento e, além disso, revela seu potencial para a formação de novas redes de cooperação científica entre instituições, tanto nacionais quanto internacionais. Sim, porque é isso que em resumo se busca e se reconhece nas propostas finalmente selecionadas para compor INCTs depois de uma rigorosa avaliação.

Esses institutos, vale ressaltar, gozam de um regime especial dentro do sistema nacional de ciência, tecnologia e inovação, que lhes permite desenvolver projetos de pesquisa de grande envergadura com muito mais agilidade e eficiência — daí sua importância para a aceleração da produção do conhecimento científico e da capacidade de inovação do país.

Para o reitor da UFBA, João Carlos Salles, “o resultado é expressivo, tanto pelo destaque nacional, quanto pela posição em nosso Estado, sendo digna de nota também a presença de vários dos nossos pesquisadores em projetos aprovados em outros estados”. Esse resultado, ele acrescenta, “só vem dar mais força a um projeto em andamento da atual gestão, qual seja, o de constituir uma coordenação de estudos avançados, de modo que a extraordinária energia acadêmica presente nesses e em outros projetos seja reforçada, reconhecida e também apoiada, com o adensamento do diálogo entre os pesquisadores e, ainda, dessas iniciativas de ponta com todo o sistema UFBA de ensino, pesquisa e extensão”.

Avaliação rigorosa

Em atendimento ao edital lançado em 2014, foram encaminhadas 345 propostas ao CNPq. Submetidas a um comitê internacional de avaliação, das 252 escolhidas 115 referem-se a institutos já existentes, enquanto 137 vão compor novas instituições de pesquisa. Vale lembrar que em 2008 já ocorrera um primeiro edital para seleção de INCTs, que resultou na seleção de 122 propostas e, em 2010, um novo edital permitiu acrescentar mais três institutos à lista.

O resultado divulgado na quarta feira, portanto, refere-se ao terceiro edital, com investimento previsto de R$ 641,8 milhões, o que fez dele a maior chamada pública da história do CNPq.

Entretanto, para que isso se concretize o novo governo federal, que fundiu o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação com o das Comunicações, terá que garantir o repasse de sua contrapartida no total desses recursos para a efetiva contratação dos projetos.

Ou, melhor ainda, precisa observar o que já vem sendo defendido há bastante tempo por muita gente, inclusive o presidente do CNPq, Hernan Chaimovich, para quem “a política de ciência, tecnologia e inovação precisa ser transformada em política de estado”, para além dos governos. “A única forma de sair rápido de uma crise da dimensão que vivemos é investir em ciência, tecnologia e inovação”, diz ele.

Do valor total proposto no edital dos institutos, lançado em 2014, R$ 300 milhões estão a cargo do governo federal, por meio do CNPq, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), através do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). Os demais R$341,8 milhões devem ser aportados pelas fundações de amparo à pesquisa (Faps) envolvidas nas propostas aprovadas.

“Outras Faps que assim queiram, outros ministérios e outras instituições públicas ou privadas com interesse nas propostas selecionadas podem, no entanto, apoiá-las financeiramente”, explicou Hernan Chaimovich. Há uma expectativa de que até 11 de julho essa estrutura de apoio esteja definida.
Mais que isso, embora a praxe seja a contratação de projetos e respectiva liberação de recursos por ordem de classificação, se alguma instituição, inclusive Faps, tiver especial interesse numa proposta que não esteja nos primeiros lugares, nada impede que defina seu apoio para que ela possa ser iniciada mais rapidamente. “Há uma flexibilidade nesse sentido”, segundo o presidente do CNPq.

As propostas foram avaliadas (confira aqui a lista das aprovadas por ordem de classificação: http://goo.gl/YlVNLi) por, no mínimo, três consultores ad hoc internacionais e, posteriormente, pelo comitê de julgamento reunido na sede do CNPq de 25 a 28 de abril passado.

Sob a coordenação do experiente e respeitado Walter Colli, professor da USP, integraram o comitê de julgamento os seguintes cientistas brasileiros e estrangeiros, de diferentes áreas do conhecimento: Alberto Barausse, Amit Bhaya, Anibal Disalvo, Arne Ardeberg, Carlos A. Balseiro, Carlos Henrique de Brito Cruz, Cesário Bianchi Filho, Claudio Cavasotto, Diego de Mendoza, Francisco Fernández de Miguel, Francisco José Barrantes, Geraldo Lippel Sant’Anna Junior, João Falcão e Cunha, João Lúcio de Azevedo, John Joseph Sheehan, Jorge Daniel Riera, José Nelson Onuchic, Juan Carlos Báez, Kenneth Serbin, Klaus Jaffé, Luiz Carlos Federizzi, Márcio de Castro Silva Filho, Maria Júlia Manso Alves, Munir Salomão Skaf, Pär Omling, Paulo de Freitas Guimarães, Pedro Albertos Pérez, Peter Turner, Raman Kashyap, Renato de Andrade Lessa, Roberto Docampo, Roberto Salvarezza, Thomas Maack, Ulisses de Mendonça Braga Neto e Walter Soares Leal. 

 

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