Balé Teatro Castro Alves estreia circuito “Urbis in Motus” na UFBA

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BTCA 2 (1024x741)O Balé Teatro Castro Alves (BTCA), companhia pública de dança contemporânea fundada em 1981, inicia na Universidade Federal da Bahia um circuito de apresentações em universidades de Salvador. No dia 31 de janeiro (quarta-feira), às 19h, a companhia pública de dança da Bahia leva o seu mais novo projeto artístico “Urbis in Motus” para a Praça das Artes, campus de Ondina, integrando o projeto da Proext Pontos Críticos em Extensão.

Estreado no último mês de novembro, o espetáculo se utiliza da interação de performance e coreografia ao vivo, videomapping e intervenção urbana. A criação parte de temas que resguardam a diversidade e mobilizam lutas de minorias sociais: misoginia, racismo e LGBTfobia – pautas oportunas de serem refletidas com a comunidade universitária, em um bate-papo que se seguirá à apresentação.

BTCA 4Urbis in Motus” (“cidade em movimento”, em latim) é uma proposição de Davi Cavalcanti (VJ Gabiru) juntamente com o diretor artístico do BTCA e professor da Escola de Dança da UFBA, Antrifo Sanches, e a assessora artística da companhia, Dina Tourinho, com o suporte do Núcleo de Pesquisa do Balé. Dois artistas-pesquisadores foram convidados para desenvolver as coreografias com a companhia: os professores da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e diretores teatrais Djalma Thürler, instigado pelas questões de LGBTfobia, e Meran Vargens, com o tema da misoginia. Já a pauta do racismo é abordada em um videodança, exibindo um solo do bailarino Renivaldo Nascimento (Flexa II).

O argumento do projeto parte da ideia de que se, por um lado, bilhões de smartphones, computadores e outros dispositivos estabeleceram um fluxo de comunicação global, a tão conceituada “aldeia global”, por outro lado, tem avançado em todo o mundo uma onda de conservadorismo. Distâncias foram encurtadas, mas vê-se emergir um paradoxo sobre a ideia de solidariedade. As fronteiras se enrijecem, intolerâncias ficam nítidas e a negação do outro toma o lugar da celebração e da vivência da diversidade, o que ainda ressoa no esvaziamento dos espaços coletivos de convivência nas cidades.

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“Urbis in Motus” propõe o diálogo entre estas tantas ideias, colocando a produção artística em seu papel fundamental de liberdade, unindo multimídia e interatividade para destacar aquilo que temos de humanidade. O BTCA vai para as ruas se alinhando a um movimento mundial de criação de obras contemporâneas que dialogam com o patrimônio histórico-arquitetônico, discutem o acesso à arte e o próprio espaço da arte no cotidiano das cidades e das pessoas.

Para este trabalho coletivo e reflexivo, o BTCA e sua equipe, diretores e coreógrafos, assim como os criadores do figurino e da trilha sonora, trabalharam por três meses, buscando questionar intolerâncias e acionar diferentes linguagens artísticas para expressar poeticamente a defesa das liberdades.

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