Intervenções artísticas da UFBA estão alinhadas aos eixos temáticos do Fórum

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Apresentações musicais de teatro e dança, performances de várias naturezas, exposições de artes, feira de livros, mostra audiovisual e muita diversidade integram o conjunto das 44 intervenções artísticas e culturais que serão realizadas por membros da comunidade da Universidade Federal da Bahia durante o Fórum Social Mundial 2018, que acontece nos próximos dias, de 13 a 17 de março.

A maioria das intervenções acontecerá a partir das 17h e elas ocorrerão simultaneamente nos vários espaços destinado às artes – a reitoria da UFBA e a Galeria Cañizares da Escola de Belas Artes, no Canela; o palco do Restaurante Universitário, a Biblioteca Reitor Macedo Costa, a Praça das Artes e os pavilhões de aulas, no campus de Ondina; o Museu Afro-Brasileiro, no centro histórico e o cinema Sala de Arte UFBA, no Vale do Canela.

Meran Vargens

A atriz e professora da UFBA Meran Vargens apresenta “Qualquer coisa a gente inventa”

Entre os destaques do repertório cultural para os dias do evento estão a exposição fotográfica de Sebastião Salgado, retratando os índios do Vale do Javari, que será inaugurada na segunda-feira,12; apresentações dos diversos grupos das unidades de artes; saraus de filarmônicas, dentre elas a de Frevos e Dobrados do maestro Fred Dantas; os atabaques Rum Alabês; as encenações “Qualquer coisa a gente inventa” da professora e atriz Meran Vargens e o “Nego fugido do Acupe”; rodas de sambas, bandas de diversos gêneros, performances de dança, feira de livros, exibição do filme “A melhor Amiga da Noiva”; contação de histórias  e atividades lúdicas com o “Crianças na UFBA”.

“Será uma grande ocupação artística com uma multiplicidade de gêneros e aberta à assistência de quaisquer interessados, e todas as atividades trarão temáticas totalmente alinhadas com os eixos que estarão em discussão ao longo do Fórum, como liberdade, diversidade, resistência, transformação e criatividade”, ressaltou o assessor especial para assuntos culturais da reitoria da UFBA, Paulo Costa Lima.

Além da programação proposta pela Universidade, os espaços destinados às artes também terão ações simultâneas realizadas pelos vários grupos e coletivos participantes do Fórum Social Mundial, durante os quatros dias do evento, informou o coordenador de produção de difusão da extensão da Pró-Reitoria de Extensão (Proext-UFBA), Guilherme Bertissolo.  A presença massiva dos artistas da UFBA com a aceitação de todas as propostas que foram submetidas à Proext para o evento, confirma, segundo ele, “a forte vocação artística da UFBA desde o período efervescente, após a sua fundação nos anos de 1950 e 60, marcado por um cenário artístico muito plural e vivo”.

Bertissolo também aponta que, assim como aconteceu nos congressos da universidade de 2016 e 2017, os atos culturais que se disseminarão em diversos formatos estão fortemente relacionados aos debates que serão travados, pois foram pensados de forma integrada com o contexto do FSM 2018.  Dentre a programação das várias intervenções culturais que a UFBA realizará, convém destacar:

– Exposição Índios Korubo  de Sebastião Salgado

Sebastião Salgado - Amazonas

Imagem integrante da série Amazônia de Sebastião Salgado.

Em sintonia com o eixo temático “Povos Indígenas”, presente no Fórum Social Mundial, a exposição “Índios Korubo: Vale do Javari”, do fotógrafo Sebastião Salgado, um dos maiores nomes da fotografia internacional, estará disponível à visitação.  A mostra é composta por 15 peças com tamanhos de 81 por 54 cm, em sua maioria, e está antenada com a proposta dos debates e contexto das demais atividades referentes à questão indígena no Brasil, pois chama atenção para os desafios e formas de resistência de uma tribo de “recente contato” com não índios, sendo que poucos falam português e muitos são vulneráveis a doenças comuns de outros povos.

O conjunto de imagens raras captadas pelas lentes do repórter fotográfico mineiro retrata os remanescentes dos Korubo que vivem no Vale do Javari, no norte da Amazônia. São considerados violentos e, chamado de “caceteiros” – em vez de usarem arco e flecha, usam bordunas –, estão ameaçados de extinção, em consequência da exploração clandestina das riquezas de seu território.  Vale a pena conferir as reportagens em forma de imagens a partir das 17h do dia 12, e das 9 às 18h até o dia 17h, na antessala do gabinete do reitor, no palácio da reitoria, no Canela.  Visite a mostra!

– Nego Fugido

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Escravo em fuga durante encenação do Nego Fugido. Foto: Taylla de paula

O auto coreográfico Aparição do Nego Fugido de Acupe, que foca temáticas como liberdade, resistência e defesa dos direitos dos povos afrodescendentes, será encenado em vários ambientes do campus de Ondina, a partir das 15h da quarta-feira, 14.  A performance, realizada por cerca de 40 integrantes do núcleo artístico e com a participação de brincantes que se envolvem com a cena, é dirigida pelo toque dos tambores e atabaques, além dos cânticos que misturam português e iorubá, refletindo sobre o lugar do negro na sociedade e reconstruindo a história da libertação dos escravos no país, informou o assessor da Proext, Edvaldo Bolagi.

Como uma tradição surgida no século XIX nos arredores do município de Santo Amaro, no Recôncavo baiano, para ser encenada nas ruas em quatro domingos do mês de julho, o Nego Fugido rememora momentos da escravidão dos negros nos antigos engenhos; fuga, perseguição, captura, revolta e tomada da casa grande na luta pela liberdade.  Seguindo o enredo, Bolagi destaca que o grupo sempre atualiza as cenas, segundo a configuração social e política do momento. Nos dias atuais, ele informa que o enfoque estará “voltado às revoluções contemporâneas que lutam contra as políticas dos últimos dois anos, que põem em xeque a cultura popular”.

A atividade, que reúne música, artes visuais (figurinos e cartazes) e teatro, está prestes a ser tombada como patrimônio cultural imaterial, pelo Instituto do Patrimônio Histórico Artístico e Cultural (IPAC), disse Bolagi, observando que o evento promoverá, durante duas horas e meia, um espetáculo que levará a várias reflexões realizadas no Fórum.  Assista!

Filarmônicas

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Oficina de Frevos e Dobrados regida pelo maestro Fred Dantas, durante apresentação no Congresso da UFBA.

Norteada pela temática africanidades e apresentando um repertório baseado na tradição das heranças negras na Bahia, a Oficina de Frevos e Dobrados, coordenada pelo maestro Fred Dantas, embalará a abertura do Fórum Social, a partir das 14h da tarde de terça-feira, 13 de março.   De acordo com o músico, “foram selecionadas músicas do Maxixe do século XIX; do mais puro repertório do Nego Fugido e do Pai Borocô – afoxé mais antigo e fundado pelo mestre Didi – para compor a coletânea de obras que serão executadas durante o evento”.  Outras filarmônicas também se apresentarão e promoverão cortejos pelo campus de Ondina, às 17h dos dias 15 e 16 de março.   Ouça o repertório!

– Improvisação em Dança

Grupo X de improvisação de Dança

Intervenção realizada pelo Grupo X de Improvisação em Dança, em espaço aberto.

Educação, criação e acessibilidade estão presentes na instalação performática “Se você quiser… deixe sua lembrança”, realizada pelo Grupo X de Improvisação em Dança, a partir das 18h da quinta-feira, 15, na Praça das Artes.  A intervenção é realizada em espaço urbano e aberto, propícia à participação dos transeuntes com o objetivo de revisitar memórias do cotidiano e refletir sobre o acesso ao ambiente e às pessoas presentes nele, informou o professor da Escola de Dança, Eduardo Oliveira.  De acordo com o docente, a atividade é desdobramento de um projeto de extensão coordenado por ele, reúne dez participantes que interagem com as pessoas ao redor, solicitando imagens, bilhetes e outro objetos que deixam rastros de suas trajetórias.  Faça parte dessa construção!

– Exibição de filmes  

A SaladeArte Cinema da UFBA, localizada no Vale do Canela, também será espaço de atividades do Fórum Social Mundial 2018 com exibição gratuita de filmes.  Além da apresentação audiovisual “Até Quando?” – coordenada pela professora do Instituto de Humanidades Artes e Ciências Professor Milton Santos (IHAC), Maria Caputo, como fruto das atividades de Ação Curricular em Comunidade e Sociedade (ACCS) –  às 9h do dia 15, também acontecerá, no mesmo dia, a partir das 19h, o lançamento da segunda temporada da websérie “A melhor amiga da noiva.

A Melhor Amiga da Noiva

Programação terá lançamento de 2ª temporada de websérie.

Integrando o Projeto Cinemas em Redes, que reúne cinemas universitários de todo o Brasil, a exibição do filme marca a continuação da primeira temporada da websérie “A melhor amiga da noiva” que estreou em fevereiro de 2017, alcançando mais de 3 milhões de visualizações.  A obra é uma produção independente e trata de assuntos polêmicos e importantes como diversidade e tolerância que estão em harmonia com a proposta do FSM.  A história é desenvolvida e escrita pelas atrizes Priscilla Pugliese e Natalie Smith que representam um casal que vive uma história de amor.  Nesta segunda temporada, elas voltam com uma nova história e prometem uma evolução para surpreender o público.  Confira os filmes!

– Música para balançar e refletir  

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Grupo Muriquins: identidade e resistência

A banda Muriquins, cuja musicalidade representa Música Preta Brasileira e traz um repertório marcado por samba, funk, ijexá, rock e afro beat, fará o público balançar e refletir sobre temas como raça, classe e gênero, a partir das 17h da quarta-feira, 14, no palco instalado nas proximidades do Restaurante Universitário, em Ondina.  Já no dia 15, às 17h, será a vez do Grupo Botequim fazer uma animada roda de samba no mesmo espaço focalizando as temáticas identidade e resistência.  Envolva-se!

 

 

 

 

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