Centro de Memória e Documentação do Movimento Estudantil recebe arquivos do DCE

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Reitor João Carlos Salles assina oficialização da transferência dos registros

Reitor João Carlos Salles assina oficialização da transferência dos registros

Na terça-feira (10/03), a Universidade Federal da Bahia recebeu a custódia dos arquivos históricos do Diretório Central de Estudantes da UFBA, contendo registros da atividade e lutas do movimento estudantil.

A cerimônia marcou o lançamento do Centro de Memória e Documentação do Movimento Estudantil, com a oficialização da transferência dos registros memoráveis mediante assinatura de termo pelo reitor da UFBA, João Carlos Salles, e a representante do DCE, Caroline Anice Santos dos Santos.

Toda a memória das lutas estudantis que estava sob a tutela do Diretório dos Estudantes passa, a partir de agora, para os arquivos da Universidade, e ficará no centro de documentação, localizado na Biblioteca Reitor Macedo Costa, em Ondina.

Os documentos do DCE serão tratados e inventariados nos próximos dois meses, quando deverão ser disponibilizados para consulta pública. “É um material muito rico, que ocupa quase três estantes”, revela a coordenadora do Centro de Memória, Lucileide Cardoso, professora do departamento de História da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (FFCH).

Além desse material, o projeto pesquisará o fundo documental da Assessoria Especial de Segurança e Informação (AESI), que atuou durante o período da ditadura militar no país. E há também uma terceira frente de trabalho voltada para a história oral, com o objetivo de resgatar depoimentos de lideranças estudantis em diferentes décadas para compor um arquivo de memórias audiovisual.

Os documentos do DCE serão tratados e inventariado para serem disponibilizados ao público

Os documentos do DCE serão tratados e inventariado para consulta pública

De acordo com a coordenadora do projeto, o centro de memória foi um desdobramento da Comissão da Verdade na UFBA, que apontou a necessidade de que a universidade aprofundasse políticas de preservação da memória, resgatando suas lutas contra o regime militar e a atuação do movimento estudantil. Ela lembra que a inauguração do centro de memória assume uma importância significativa no momento dos 50 anos dos eventos que marcaram o mês de maio de 1968, com protestos de trabalhadores e estudantes em todo o mundo.

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