Trezena de Santo Antônio reúne comunidade na Escola de Belas Artes

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A 22ª edição do evento, que também é uma homenagem aos 140 anos da EBA, apresenta exposição de altares confeccionados por estudantes e professores

A 22ª edição do evento é também uma homenagem aos 140 anos da Escola de Belas Artes

A Trezena de Santo Antônio segue com o ritual da reza cantada todas as noites nas Escola de Belas Artes da UFBA (EBA), às 19h, durante a semana, e às 18h nos finais de semana. Como é tradição, as manifestações populares ao santo acontecem entre os dias 1º e 13 de junho. A noite de abertura do evento prestou uma homenagem à Reitoria e teve como patronos o reitor João Carlos Salles, o vice-reitor Paulo César Miguez e toda equipe de gestão.

A 22ª edição do evento, que também é uma homenagem aos 140 anos da EBA, apresenta a exposição de altares confeccionados por estudantes, professores e artistas de todo o Estado. A cada noite a reza é feita junto a obras/altares dos diferentes artistas. A programação segue na sexta-feira, dia 08/06, com a reza cantada no altar produzido por Terezinha Costa, Aline Morais e Jaciara Barreto. No final de semana, será a vez de prestigiar os altares dos/as diretores/as das unidades de ensino da UFBA, no dia 09/06, e da artista Marlice Almeida e alunos do curso de cerâmica do Palacete das Artes, no dia 10/06.

>> Veja álbum de fotos dos altares na EBA <<

O ritual terá continuidade com a reza na obra/altar da Editora da UFBA (Edufba) e sua diretora Flávia Garcia Rosa, na segunda-feira, dia 11, e na obra/altar de Lavinha e família da cidade de Santo Amaro, no dia 12. A Escola de Belas Artes comandará a ação 13 de junho, quando se comemora o dia de Santo Antônio.

Criado em 1997, o projeto “Antônio! Tempo, Amor & Tradição” alia arte, tradições culturais e religiosas da Bahia, com objetivo de valorizar a identidade do povo baiano e resgatar as manifestações para Santo Antônio, o mais popular do país, considerado milagroso e casamenteiro, com quem a pessoas têm muita intimidade, é o que observa a diretora da EBA Nanci Novais.

Ritual da reza cantada acontece todas as noites nas Escola de Belas Artes da UFBA, às 19h, durante a semana, e às 18 horas nos finais de semana

Ritual da reza cantada acontece todas as noites no Casarão da EBA

“O projeto nasceu da necessidade de fortalecer manifestações culturais do interior e fazer com que aconteçam também em Salvador. Já no primeiro ano reunimos 3 mil pessoas”, afirma Nanci Novais, que ressalta a envolvimento da comunidade, sobretudo do bairro do Canela, que sempre participa da tradição. “Abrimos as portas do casarão da Escola e reunimos muitas famílias que nos procuram para participar do evento todos os anos”.

As exposições do projeto já ocuparam diversos espaços em Salvador e em outros países. Na cidade, o projeto foi apresentado no Museu Carlos Costa Pinto, no Centro de Memória e Cultura dos Correios, no Museu Náutico da Bahia e no Palácio da Aclamação. Também foi montado em espaços internacionais como o Parque das Nações, em Lisboa, Portugal, e o Palácio de Los Borja, em Valência, Espanha.

A devoção a Santo Antônio e o louvor nos treze dias que antecedem à sua festa é uma tradição muito antiga, que teve origem em Bolonha, na Itália, no ano de 1617. A graça alcançada por uma senhora que recorreu ao santo se espalhou e muitas pessoas necessitadas seguiram seu exemplo, rezando diante da imagem de Santo Antônio. As graças e milagres se multiplicaram, assim como a devoção dos fiéis.

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