Olimpíadas do ensino médio estimulam a aprendizagem

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Ysla França venceu a Olimpíada de Física no ensino médio e hoje é graduanda do Instituto de Física

“Através da olimpíada, tive um dos meus primeiros contatos com o Instituto de Física da UFBA, além de ter tido acesso a uma visão diferente da física que aprendi no ensino médio”, conta a agora estudante do 5º semestre de física, Ysla França de 21 anos. Ela tinha 17 anos quando, em 2016 e aluna do IFBA Camaçari, ganhou a medalha de ouro na Olimpíada Baiana de Física.

Ysla destaca que ingressar no curso escolhido já com uma premiação na área lhe deu confiança para enfrentar os desafios no processo de aprendizagem na graduação. “A olimpíada mostra a física por um lado diferente do tradicional que vemos na escola. Nela fazemos experimentos e temos que pensar mais no problema em si do que simplesmente resolver alguma conta matemática”, diz.

E não é só de olimpíada de física que vivem os jogos acadêmicos do ensino médio: eles podem se inscrever também nas competições de química, biologia e matemática. A organização desses eventos depende, muitas vezes, com o trabalho voluntário dos professores da UFBA, a exemplo de Maria das Graças Martins, do Instituto de Física.

Coordenadora das Olimpíadas de Física na Bahia, ela acredita que a grande contribuição do evento é aproximar os estudantes das ciências. A professora Graça destaca a alegria em presenciar a motivação dos estudantes e professores anualmente em torno do evento, e de ainda ver reconhecidas escolas públicas municipais, estaduais e federais de ensino, que são condecoradas com o melhor desempenho de ensino-aprendizagem na Bahia. No sábado, 16 de junho, aconteceu a cerimônia de premiação da competição deste ano.

A Olimpíada Baiana de Química, promovida pela Associação Brasileira de Química (ABQ) e reconhecida como atividade de extensão do Instituto de Química da UFBA, realizará suas provas em 4 de agosto, nos polos de aplicação do exame. Neste ano, pela primeira vez, além das edições baiana e norte e nordeste – realizadas há 22 anos – , o evento conta pela primeira vez com a Olimpíada Brasileira do Ensino Superior de Química, com a participação de universitários de 17 estados.

“Além da oportunidade para a popularização das ciências, de descoberta de novos talentos para a Química e do despertar de vocações, estes certames também promovem motivação de alunos e professores e contribuem para a formação de profissionais nesta área do conhecimento”, afirma Lafaiete Almeida Cardoso, coordenador da Olimpíada Baiana de Química. Ele enfatiza ainda que os dados oferecidos pela olimpíada são também utilizados para avaliar o desempenho dos estudantes do Brasil e do exterior.

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Realização da Olimpíada Baiana de Química em Irecê

As escolas e estudantes devem ficar atentos também às competições que ainda estão com inscrições abertas. A Olimpíada Baiana de Biologia realiza cadastro até 21 de junho. Já a Olimpíada Baiana de Matemática terá seu período de cadastro das escolas e estudantes aberto de 15 de agosto até 14 de setembro de 2018.

A medalhista Ysla França acredita que disputar a Olimpíada de Física foi fundamental no seu contato com a área e destaca também o protagonismo feminino em qualquer área de estudo. “Além de mostrar que eu tinha capacidade de realizar aquilo, eu pude levar um pouco de representatividade para que outras meninas também pudessem ver que elas eram capazes, mesmo a física sendo uma área vista como masculina”.

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