Edgar Carvalho recebe o Prêmio Roberto Santos pedindo atenção ao investimento em C&T

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Edgar MarcelinoEm sua quarta edição, o Prêmio Roberto Santos de Mérito Científico, concedido pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), foi entregue na manhã da quarta-feira, 12 de setembro, ao professor titular e pesquisador da Universidade Federal da Bahia e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz-Bahia) Edgar Marcelino de Carvalho Filho, respeitado cientista nos campos de imunologia e doenças tropicais e negligenciadas. A honraria reconheceu sua contribuição à ciência e à pesquisa na Bahia — a rigor, ela ultrapassa largamente o estado para ser respeitada nacional e internacionalmente.

A solenidade ocorreu no Espaço Lazareto, na Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) e, além da placa de honra ao mérito, Edgard Carvalho recebeu um prêmio em dinheiro no valor de R$ 30 mil. Depois de contemplar, nas duas últimas edições, pesquisadores das áreas de ciências exatas, da terra e engenharias e de ciências humanas, sociais, letras e artes,  a premiação voltou ao início do ciclo, destacando as ciências biológicas e da vida.

Antes do anúncio do nome do vencedor do prêmio, a diretora da Fiocruz-Bahia, Marilda de Souza Gonçalves, fez uma palestra sobre a evolução dos investimentos públicos em pesquisa de saúde no Brasil, mostrando quedas dramáticas e ameaçadoras ao futuro da ciência no país, e antecipando, assim, um clima marcadamente crítico, em meio à celebração, que dominou a cerimônia,

O resumo do currículo Lattes de Edgar Marcelino de Carvalho Filho, dá uma medida do peso científica do pesquisador baiano, que registra 372 artigos científicos completos publicados em revistas especializadas indexadas. Ali está dito que ele “nasceu em Salvador, Bahia e após concluir o curso secundário no Colégio de Aplicação, foi graduado em Medicina pela Universidade Federal da Bahia (1973), fez especialização em Reumatologia e Imunologia pela University of Virginia (1979), mestrado em Medicina e Saúde pela Universidade Federal da Bahia (1977), doutorado em Medicina e Saúde pela Universidade Federal da Bahia (1986) e pós-doutorado em Imunologia no Weill Cornell Medical College (1990-1991)”.

Acrescenta-se que “é pesquisador do Centro de Pesquisa Gonçalo Moniz (Fiocruz Bahia), professor titular aposentado de Clínica Médica da UFBA, professor titular aposentado de Imunologia da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública e pesquisador associado do Serviço de Imunologia do Hospital Universitário Professor Edgard Santos. É também professor adjunto do Weill Cornell Medical College e professor adjunto da University of Iowa”

Mais, informa-se que ele é editor do importante periódico científico Plos Neglected Tropical Diseases e integra o corpo editorial do Case Reports in Medicine e da Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical. Sua formação em clínica médica tem ênfase em imunologia clínica, doenças tropicais e reumatologia. Leishmanioses, imunopatologia e manifestações clínicas associadas à infecção pelo HTLV-1, Influência das helmintíases na resposta imune das doenças inflamatórias crônicas e doenças auto-imunes e Imunoterapia nas doenças infecciosas estão entre suas principais áreas de atuação. Marcelino Carvalho foi bolsista do Howard Hugges e presidente da Sociedade Brasileira de Imunologia. É coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Medicina Tropical (INCT-DT) e é membro da Academia Brasileira de Ciências e da Academia de Ciências da Bahia.

Em seu pronunciamento após receber o prêmio, Edgar Carvalho falou da alegria proporcionada pelo reconhecimento de seus pares em sua terra natal, entre os quais destacou Bernardo Galvão, um dos mais importantes pesquisadores brasileiros em HIV, agradeceu a seus mestres ali presentes, entre eles os ex-reitores da UFBA Eliane Azevedo e Roberto Santos, e ao diretor da Fapesb, Lázaro Cunha. Mas aproveitou a oportunidade para uma veemente defesa dos investimentos públicos em ciência, tecnologia e inovação e para uma crítica contundente à situação em que — se somando ao que se passa no plano federal — o governo baiano tem deixado a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia, sem repasse regular das verbas que lhe são devidas e sem as nomeações necessárias para completar sua diretoria, já há cerca de dois anos.

 

 

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