Implantação de campus da UFBA em Camaçari é vetor de desenvolvimento regional

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A cerimônia de abertura do primeiro semestre letivo do Curso de Bacharelado em Ciência, Tecnologia e Inovação da Universidade Federal da Bahia aconteceu no lotado Teatro Cidade do Saber.

Além de representar oportunidade para jovens do interior acessar a educação superior numa universidade pública, o início das atividades acadêmicas do Curso de Bacharelado em Ciência, Tecnologia e Inovação da Universidade Federal da Bahia, em Camaçari, representa desenvolvimento para o município, situado a 41 quilômetros da capital e conhecido como cidade industrial, por concentrar o maior número de indústrias do Estado da Bahia.

A cerimônia de abertura do Instituto de Ciência, Tecnologia e Inovação, embrião do campus de Camaçari, realizada na manhã de 17 de setembro, foi vista como um “marco histórico”, pois fomentará o desenvolvimento científico da região e, no segundo ciclo, previsto para 2021, oferecerá cursos de engenharia que formarão profissionais de qualidade para atuar na localidade.

De acordo com o reitor da UFBA, João Carlos Salles, a implantação da Unidade em Camaçari é “um caminhar para a redução da desigualdade, pois além de conceder diplomas com qualidade distinta aos novos estudantes, insere-os numa instituição comprometida com o ensino, a extensão, a pesquisa e a inclusão através do conhecimento”. Salles também chamou atenção para a importância do significado da presença da instituição, como “uma semente para a criação de futura universidade federal naquela região do Estado”.

Em meio à satisfação da celebração da nova unidade acadêmica, a diretora do Instituto de Ciência, Tecnologia e Inovação, professora Valterlinda Queiroz, enalteceu o “movimento de expansão e interiorização da universidade que abre um campus voltado para as ciências, o que é fundamental para a soberania do país”. Por esse motivo, a secretária municipal de educação, Neurilene Martins, referiu-se ao momento como de “reinvenção de si”, a fim de alcançar “o sonho de ser o que não se pode ser, segundo os discursos que alimentam as desigualdades sociais”.

O prefeito da cidade, Elinaldo Araújo, que ao longo de sua vida sofreu por não ter um curso universitário, declarou-se “honrado em participar da chegada do ensino superior ao município”, pois o alcaide compreende que a “a educação é o caminho para reduzir a violência e o desemprego, principalmente tendo a UFBA como o carro-chefe”. Junto com a oportunidade do desenvolvimento científico, o momento também foi compreendido como um “gesto de resistência” ao abrir um novo campus, numa configuração política possivelmente adversa à universidade pública, enfatizou a presidente do Sindicato dos Professores das Instituições Federais do Ensino Superior da Bahia (APUB), Luciene Fernandes.

O momento também foi compreendido como desafiador pelo coordenador do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação das Universidades Públicas Federais no Estado da Bahia (Assufba), Renato Pinto. O líder do Diretório Central dos Estudantes da UFBA (DCE-UFBA), José Neto, relembrou sua trajetória como estudante do interior e a necessidade do apoio da instituição para que os novos alunos possam desfrutar da oportunidade de acessar o ambiente do conhecimento. A importância do apoio encontrou eco na fala do reitor, que estendeu as boas-vindas aos estudantes já matriculados no novo campus, recomendando-os à pró-reitoria de ações afirmativas e assistência estudantil (PROAE).

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A cerimônia de abertura do primeiro semestre letivo do Curso de Bacharelado em Ciência, Tecnologia e Inovação da Universidade Federal da Bahia aconteceu no Teatro Cidade do Saber, com a presença de um auditório lotado por professores, técnicos e alunos da UFBA, além de autoridades municipais, estudantes e representantes da sociedade do município. A mesa diretora foi composta pelo reitor da Universidade Federal da Bahia, João Carlos Salles; prefeito do município de Camaçari, Elinaldo Araújo; o vice-reitor da UFBA, Paulo Miguez; a secretária de educação do município de Camaçari, Neurilene Martins; o comandante da 12º Companhia de Polícia Militar, Marcelo Bruno; a presidente do Sindicato dos Professores das Instituições Federais do Ensino Superior da Bahia (APUB), Luciene Fernandes; o coordenador do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação das Universidades Públicas Federais no Estado da Bahia (Assufba), Renato Pinto e o coordenador do Diretório Central de Estudantes (DCE), José Neto.

Espaço provisório

O novo campus da UFBA em Camaçari funcionará nos pavimentos 1 e 2 do edifício do Teatro da Cidade, complexo da Cidade do Saber, até a conclusão do espaço definitivo, que será no antigo Centro de Pesquisa de Desenvolvimento do Estado da Bahia (Ceped), informa a professora Valterlinda Queiroz. De acordo com ela, o BI em Ciência, Tecnologia e Inovação disponibiliza 100 vagas neste primeiro semestre e as atividades acadêmicas serão viabilizadas mediante a atuação de sete docentes e seis servidores técnico-administrativos.

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Laboratório de Informática do Instituto de Ciência, Tecnologia e Inovação, na Cidade do Saber

Para abrigar o futuro campus Carlos Marighella, as antigas instalações do Centro de Pesquisa de Desenvolvimento do Estado da Bahia (Ceped), cedidas à universidade pelo governo do Estado para abrigar a unidade de ensino – incluindo um terreno contíguo com 40 hectares de área verde – passarão por uma série de reformas, coordenadas pela Superintendência de Meio Ambiente e Infraestrutura da UFBA (Sumai). O projeto arquitetônico para o campus prevê infraestrutura com auditório, biblioteca, restaurante universitário, laboratórios, um edifício para as salas de aula e novas instalações para o funcionamento de colegiados, departamentos, grupos de pesquisas e sala de professores, bem como as demais atividades administrativas, e deve estar concluída em um prazo previsto de dois anos.

O projeto político-pedagógico seguirá o modelo de formação por ciclos já adotado pela UFBA para os bacharelados interdisciplinares (BI). No ciclo inicial, os estudantes cursarão o Bacharelado Interdisciplinar em Ciência, Tecnologia e Inovação, obtendo a titulação em um período estimado de três anos. “O curso será ofertado no turno matutino, na modalidade presencial, com carga horária total de 2.410 horas e duração mínima de seis semestres”, acrescentou Queiroz. A partir de 2021, serão ofertadas vagas para o cursos de Progressão Linear da área da Engenharia, que comporão o segundo ciclo do Instituto.

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