Livro traz balanço da gestão João Carlos Salles, entre 2014 e 2022

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livromariluce1UFBA, 2014-2022 – A potência do pronome nós“. Com esse título – que traduz bem a forma de atuação coletiva e democrática que marcou a gestão da Universidade ao longo dos dois mandatos do reitor João Carlos Salles e do vice-reitor Paulo Miguez – a jornalista Mariluce Moura lança um livro que aborda as transformações pelas quais a UFBA passou nos últimos oito anos, que trouxeram avanços institucionais em diversas áreas, em um período marcado também pelo enfrentamento a muitas adversidades.

“Nesse período, a UFBA fortaleceu os laços com a sociedade e aumentou a sua visibilidade. Além da busca constante pela excelência no ensino, pesquisa e extensão, a universidade se tornou mais diversa e inclusiva, mesmo diante das dificuldades enfrentadas pelos cortes orçamentários”, avalia Mariluce Moura, que atuou na gestão como assessora de comunicação e divulgação científica de 2016 a 2019, ressaltando a evolução nos padrões de governança e nos indicadores de qualidade da instituição em diversos levantamentos realizados.

A expansão física, com a criação de novas unidades de ensino, e o crescimento institucional, inclusive no números de estudantes matriculados, também são destacados pela autora da obra, que está organizada em seis capítulos, sendo o primeiro deles dedicado especialmente a abordar a relação da universidade com a sociedade, rememorando eventos como o Fórum Social Mundial e os Congressos da UFBA, através dos quais foram promovidos importantes debates sobre os grandes temas nacionais e a própria universidade.

A universidade como locus da produção científica é o tema do segundo capítulo, que aborda uma série de pesquisas realizadas pela instituição – muitas da quais foram divulgadas e mais visibilizadas pelo site de notícias da UFBA Edgardigital, criado na gestão e que teve a própria jornalista como primeira editora-chefe. Segundo Mariluce, embora pretenda focar no período que se inicia em 2014 e segue até este ano, o texto também volta no tempo e recorre a algumas referências histórias para situar temas como a tradição da pesquisa em uma instituição bicentenária como a Faculdade de Medicina da Bahia, de 1808, ou para falar das contribuições da pesquisa de petróleo na Bahia, na década de 1950, para a constituição do curso de Geologia, que resultaria no atual Instituto de Geociências da UFBA. Ela conta que procurou contemplar produção a científica relevante que a UFBA apresenta nas diversas áreas do conhecimento, inclusive nas artes.

Uma reflexão sobre os desafios de administrar a universidade em meio a um cenário de asfixia financeira está presente no terceiro capítulo. Já o capítulo seguinte trata das questões de ensino e seus indicadores de qualidade, além das políticas de permanência que incluem bolsas, residências e restaurantes universitários, entre outros auxílios. Nas sua páginas finais, o livro aborda as ações de extensão e o incentivo aos projetos acadêmicos por parte da Fundação de apoio à pesquisa e à extensão (Fapex), que tem a sua trajetória retratada até os dias atuais, com a inauguração de sua primeira sede própria, que está situada vizinha ao campus da UFBA, em Ondina. O livro, inclusive, é financiado pela Fundação.

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Sobre a extensão, Mariluce reforça a importância do diálogo permanente da universidade com a sociedade e lembra decisão recente do Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe), que prevê que as atividades de extensão passem a corresponder a 10% da carga horária obrigatória de cada um dos cursos da Universidade (Resolução n. 02/2022). “Tentei mostrar algumas práticas que revelam bem a troca de saberes, conhecimentos e escutas que acontece no diálogo entre os estudantes e os diversos grupos sociais”, diz ela, que cita como exemplos a participação de estudantes e professores de engenharia e arquitetura, junto com moradores, no desenvolvimento de processos construtivos na periferia de Salvador e a transferência de saberes de mestres populares, da Bahia e de outros estados, sobre materiais e métodos tradicionais de construção para estudantes de arquitetura.

A publicação da Aretê Editora será disponibilizada por meio digital, com apresentação do presidente da Fapex Antônio Fernando Queiroz. Imagens, gráficos e tabelas ilustram e ajudam a embasar o texto com os dados que atestam as realizações desse período marcado pelos dois mandatos, acompanhado bem de perto pela autora do livro. “O livro dá uma certa visão da universidade, que foi possibilitada pelo tempo que trabalhei na UFBA na área de divulgação científica e no acompanhamento à equipe de gestão, e que me permitiu ter essa visão que transborda no texto”, conclui Mariluce.