
A música indígena contemporânea fez parte da programação do Congresso 2024
Durante os quatro dias do Congresso da UFBA 2024, cerca de 200 intervenções artísticas foram apresentadas nas mais diversas linguagens, contemplando a poesia, a música, as artes plásticas, o teatro e a dança. A programação expressou a diversidade cultural na universidade com manifestações que movimentaram o campus com diferentes ritmos, cores e sotaques, abordando questões de raça e etnia, gênero e sexualidade.
A música indígena contemporânea em diálogos com a ancestralidade, com o Grupo musical Coisa de Índio, foi uma das intervenções artísticas programadas para o Palco do Restaurante Universitário, no campus de Ondina, no segundo dia do evento, 26/11. O espetáculo Impermanência com a participação do Quarteto de Flautas da Bahia, um espetáculo multimídia que une a música de concerto e motion graphics num olhar para o dinamismo sensorial, foi realizado no mesmo dia, em sessão aberta ao público, no Planetário UFBA.
As artes plásticas foram destaque na Reitoria da UFBA, com a exposição Ancestralidade, que reúne obras do artista Nilson Bastos, que utiliza ferro, madeira e resina para dar origem às suas criações que abordam a religiosidade afro-brasileira como temática.

Obra da Exposição “Ancestralidade”, na Reitoria da UFBA.
O palco do Pavilhão de Aulas Glauber Rocha (PAF III) recebeu o Sarau Vermelho: Poesias transgressoras sobre mulheres negras ao longo da história no Brasil e no mundo, no dia 27/11. Uma Roda de Choro também fez parte da programação do espaço. Enquanto isso, na Escola de Dança da UFBA aconteceu o Workshop Akonben, sobre recursos didáticos negrorreferenciados para ensino e aprendizagem em artes visuais.
O Workshop se utiliza da gameficação – o uso de elementos de jogos e técnicas de game design fora do contexto de jogos – como método estético e educativo que estimula a imaginação e a criatividade na infância e adolescência, o alfabetismo visual e o desenvolvimento do pensamento crítico. Os conteúdos abordam os estudos compositivos a partir da abstração geométrica afro-brasileira, a estamparia adinkra e o legado de Rubem Valentim.
No último dia do Congresso, 28/11, com a intervenção “Da Casa Azul ao mar da Bahia: Poemas que mantém vivo o legado de Frida Kahlo”, a poeta e graduanda em Serviço Social na UFBA, Maria Ávila, propôs dar vida aos poemas do seu livro “Frida Aqui Dentro”, conectando o espectador com o sentimento revolucionário de Frida e apresentando o seu processo criativo em diálogo com Isaelle Costa, graduanda em Letras Vernáculas na UFBA.

Workshop Akonben aborda recursos didáticos negrorreferenciados para ensino e aprendizagem em artes visuais (Imagem: Reprodução/Rede Social: @akoben.aprenda)
No Teatro Martin Gonçalves, a intervenção cênica “3 em 1” reuniu apresentações artísticas instauradoras das pesquisas de três doutorandos do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da UFBA, sob orientação do professor George Mascarenhas: Joy Sangolete, Veridiana Andrade e Paulo Sérgio Lacerda. Tendo como ponto em comum a investigação da corporeidade na cena, os solos abordam temáticas como aborto, silêncio social e violências.
“Cordel Drag: Poesia, Performance e Provocação” e “O que as fronteiras separam, as sapatonas colam” foram outras intervenções artísticas programadas para o dia de encerramento do evento.
Veja outros momentos do Congresso 2024:

Intervenção Artística no campus de Ondina, dia 28/11

Apresentação de Música Eletrônica na Praça das Artes, dia 28/10

Divulgação da Intervenção sobre Frida (@mariamariapoesia)

Divulgação Grupo musical Coisa de índio (@coisa_de_indio_)

Ferramenta Didática do Workshop Akonben

Obra de Exposição na Reitoria

